Entendendo nosso mundo de estações

Era aquele o meu mundo... Eu sabia desde que acordei dos meus sonhos. Eu senti. Quando vieram os problemas e angustias, eu dormi, e enquanto sonhava, estava no inverno. Era frio e eu parecia ter medo e não ter proteção; eram ventanias levando consigo as folhas de meus sonhos.

Depois, eu dormi novamente. No outono, eu estava em busca de sonhos, recomeçando um novo ciclo, deixando para trás o que se foi e nascendo com as manhãs. Era outono! As folhas caíam, as flores estavam em pleno processo de crescimento, e era eu que junto a elas crescia, também.

Dormindo novamente, eu senti que estava tudo diferente naquele mundo: as flores eram vivas e cheirosas e toda brisa se espalhava como uma criança correndo entre as colinas. Vinha aquela chuva fina entre os raios de sol e as árvores tinham suas folhas novamente. E eu, dentro de mim, acreditava novamente na vida, havia vencido os problemas, tinha ido em busca de sonhos e em mim também era primavera. Era tudo tão lindo, e as flores estavam por toda parte, o sol brilhava entre tantas elas, e logo uma brisa soprava e tinha perfume de primavera, de sol tocando no mar, de água fresca no vale, e isso era porque eu estava em um novo amor, em novas amizades e sonhos... Era verão!















E sempre será assim dentro de mim. Foi isso o que aprendi. Nossa vida é um sonho, dentro dele dormimos para mais tarde acordar. E dentro de nós há quatro estações que estão intensamente ativas dentro de nossa alma, e o que importa é aprendermos que depois do inverno ainda existe um verão. Que cada estação da natureza tem sua função com o ambiente, e cada estação dentro de nós tem sua função com nossa alma.

Grandes vitórias necessitam de grandiosas batalhas.

Um mundo de estações.














Bem - Vindo, welcome, bienvenida, willkommen, accueil, Добро пожаловать e benvenuto!!

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Bárbara Sodré





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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

A pior dor

Sinto uma dor, que talvez de todas as dores, seja esta apior.
   A pior porque lida com a ausência, porque grita por menos distância.
É aquela que mancha o papel, que olha para o céu em busca de um sorriso, que fere as lembranças, que machuca o coração e dispensa distâncias. Que faz com que se torne drama um lindo passado, que tenta entender o que se acontece num coração... É a pior porque busca o inatingivel, porque teima em querer o que não não está aqui e ao mesmo tempo está. Aquela que está em todas as formas e sentidos, e principalemnte no coração que sabe amar.


Bárbara Sodré

ÚLTIMO post de Nada Por Acaso

    Está claro que a nova amiga de Sofia lhe ajudou ao concordar com o pai da amiga...Um grande gesto de amor e amizade.
E entre lagrimas de felicidade tudo vira uma festa, até os juizes comemoram.
    Sofia casa-se com José, eles tem 2 filhos: Pietro e Bianch, Juliana torna-se amiga confidente e sócia da grande linha de doces que Sofia montou. O pai dela Francisco continuou lá, vivo, os filhos de Sofia cresceram, Francisco com 90 anos faleceu, Sofia conseguiu ficar rica junto a José e sua amiga, as doçarias Valente para vida, fezeram um grande sucesso nos quatro cantos do mundo.
   Hoje já idosa e desde aquele dia do concurso Sofia aquela garota que sofreu durante a sua vida, humilde, perdeu mães, abandonada pelo pai... Teve uma grande lição de que a vida surpreende, ensina e renova. Aprendeu também que, para tudo existe um por que, lembra até hoje do que sua mãe Marieta lhe disse “Nada é por acaso” : se por acaso ela não tivesse conhecido Vincenzo, não teria entrado no concurso, e seu pai por acaso não a ajudaria, e ela não se tornaria quem é hoje, uma mulher com uma família e uma vida realizada. Diz ela ao seus netos:
- Foi exatamente os acasos que me incomodavam, que me fizeram o que hoje sou! Afinal nada é por acaso!


Fim...

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

NADA POR ACASO- post 7

José gostava muito de Sofia, era uma grande amizade, mas parecia que ali estava surgindo um casal de namorados. E como posso provar? Bem... Depois de um beijo que eles deram neste mesmo dia em que Sofia descobrira como mudar de vida. Sofia se esforça muito em fazer os doces, dar demonstrações aos clientes para já desde cedo divulgar seu trabalho. Sofia já fizera a inscrição, para o concurso que seria na próxima semana. Chegou o grande dia, seria só uma rodada uma só chance para todos competidores apresentarem suas gostosuras, duraria o dia inteiro.
Sofia passou a primeira a segunda a terceira rodada, na quarta tiveram um tempo para descansar, Sofia fez amizade com uma competidora que também ia para a quarta e penúltima rodada, a nova amiga se chamava Juliana, e por acaso, as duas foram as duas últimas finalistas. Juliana gostou muito de Sofia, Sofia lhe contara tudo o que passou para chegar até ali. Os juizes muito exigentes, não deixavam passar nenhum detalhe, disseram “ Juliana Maestrini é a vencedora” mas um senhor muito velho apareceu lá e disse:
- Não pode. Eu experimentei o doce dela e esta faltando um detalhe que o da minha filha tem!
Sofia arregalou os olhos , não entendendo nada ,Juliana:
- É verdade o senhor tem razão. Eu experimentei o de minha amiga realmente o meu esta faltando um detalhe. -
Sofia disse:
- Juliana!
- O que foi Sofia? Você merece! Pelo jeito aquele é seu pai. - Sofia abraça a amiga,e diz com os olhos começando a encher de lagrimas:
- Pai! - e os dois se abraçam, era mesmo Francisco pedindo desculpa por ter abandonado sua pequena.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

NADA POR ACASO- post 6

Mesmo com José prometendo lhe dar abrigo, ela segue triste andando pelas ruas e vielas, as poucas que haviam em Veneza. Quando reconhece a frente um moço andando desconfiado bem arrumado, e confirma para si mesma:
- É ele, o Vincenzo! - o moço olha para trás, assusta e sai correndo, Sofia corre ,corre atrás dele.
- Ladrão,ladrão!Volte aqui! - um vento forte começa a soprar, quando um cartaz de papel bem grande bate em sua cara, Sofia se atrapalha toda, e Vincenzo já esta longe.
Senta na rua e começa a chorar
- Tudo por causa deste maldito cartaz! - e vai pegar o cartaz para rasgar, quando olha e lá estava escrito: “ Concurso de melhor doce de Veneza. O vencedor ganha a oportunidade de montar seu próprio negócio com tudo pago.” Sofia pensa,pensa, e aparece José sem fôlego pois estava atrás dela correndo, e interrompe seus pensamentos:
- Sofia, esta tudo bem? O que é isso? - Sofia da um sorriso olha para José, ele lhe da a mão para ele levantar, ela levanta e lhe da um abraço:
- É isso José estou salva! - e puxa José pelo braço e vai correndo até a cantina, conta tudo ao seu amigo.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

NADA POR ACASO- post 5

Vincenzo era muito cativante, tinha um olhar penetrante, andar misterioso, roupas sempre muito bonitas em bom estado.
Sofia parece estar gostando do moço, sempre trabalhando cantando, sorrindo o dia inteiro, estava apaixonada.
No trabalho era muito considerada por todos. Um dia conversando com Vincenzo (e já passara 1 ano que naquela tarde de outono o encontrou ), os dois conversavam andando de barco pelas vilas de Veneza, ao por do sol de primavera, música de violino, Vincenzo pedi Sofia em namoro, Sofia cheia de paixão nem lhe diz nada só lhe rouba um beijo demorado e apaixonante.
Aparentemente tudo demonstrava estar bem em sua vida. No dia seguinte recebe a noticia de que foi promovida para gerente, passara a ganhar mais e ao chegar tarde na pensão, mesmo Dona Estefani sendo brava, Sofia lhe da um abraço e diz:
- Dona Estefani, eu vou mudar de vida! Fui promovida, amo Vincenzo vou me mudar daqui. Obrigada meu Deus, Dona Estefani... Obrigada!!
A garota estava tão feliz que Dona Estefani a compreendeu, lamentou estar perdendo uma hóspede, ainda mais como Sofia. Sofia muda para uma pensão mais perto de seu trabalho, começa a fazer doces para vender, Vincenzo é surpreendido por Sofia quando os dois andando pelas vielas e caminhando tranqüilos Sofía diz que gostaria de conhecer o trabalho de Vincenzo, ele gagueja e se enrola todo para dizer:
- Meu amor, é, logo, você ira até lá. Mas lá é um lugar tão confuso tanta gente...
- Não tem problema Vincenzo, só quero conhecer este lugar, este escritório... Você nunca me diz sobre ele.
Vincenzo disse a Sofia que era um advogado, e que trabalhava num prédio onde havia vários escritórios de outras pessoas, e que lá era sempre movimentado.
Passam-se um ano, Vincenzo sempre vai adiando a visita ao seu trabalho, mas faz um convite a Sofia que estava cega de tanta paixão. Aceitou o pedido do moço, Sofia com 22 anos de idade, Vincenzo com 24. Sofia ia bem ao trabalho, os doces não lhe rendiam muito. Fez uma grande amizade com o dono da cantina José Valentin, filho do Seu Valentin que já estava velho e resolveu deixar que o seu filho mais novo e disposto cuidasse da cantina.
Sofia numa noite quando Vincenzo vai jantar em sua casa lhe conta um segredo, um dinheiro que ela vinha guardando ha 2 anos: ela guardava dinheiro, era muito dinheiro, o suficiente para virar sócia da cantina por exemplo.
Vincenzo promete guardar segredo. E naquela noite os dois pela primeira vez dormem juntos... Casamento marcado... Tudo ia bem.
Sofia ao acordar não viu Vincenzo ao seu lado nem dentro do quarto, viu tudo revirado, olhou debaixo da cama e seu dinheiro havia sumido.Foi correndo até a cantina pedir conselhos ao amigo, que promete lhe ajudar. Sofia mais uma vez chora e chora, e reclama:
- Por que? Porque tudo sempre é por acaso? E por que tudo isso me prejudica? - José dizia a ela que nada era por acaso Deus sempre tinha um propósito.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

NADA POR ACASO - post 4

Sofia já começa a trabalhar, Marieta passa a ficar em casa todos os dias, só preservando seu coração e cuidando de sua filha como podia. Passaram-se mais quatro anos Marieta já idosa com sessenta e dois anos, começa a sentir muito mal numa plena tarde de inverno, Sofia já grande com dezenove anos, eram quinze horas e trinta minutos, e dona Marieta cansada senta na cama, e chama Sofia, Sofia vai correndo:
- Oi mamãe!
- Minha filha. Esta na hora deu ir para junto dos anjos da mãe dos céus do pai da humanidade. Deixo tudo o que tenho a você.
- Não mãe. A senhora não vai morrer. Eu não posso ficar sem você mãe. - Sofia abaixa a cabeça e chora, Marieta mesmo morrendo segura a mão da filha e lhe diz as últimas palavras
- Desculpe não ser sua mãe biológica. Siga em frente minha querida. Você me mostrou a vida me deu tudo o que eu precisava para ser feliz. E não se esqueça, você não é um acaso Sofia, não é... - foi abaixando o tom da voz, já não sentindo mais suas pernas,e disse a última palavra bem baixinho Nada é por acaso. Eu te amo!
Marieta naquele exato instante ia para junto dos anjos,da mãe dos céus, do pai da humanidade. Sua cabeça repousara sobre o travesseiro, aqueles cabelos grisalhos que um dia foram pretos lisos, aqueles olhos pretos, nariz reto e grande, pele branca, e meio gordinha,mulher de fibra, trouxe varias crianças ao mundo, cuidou de uma delas como sendo sua, era ela Dona Marieta, que naquele instante acabara de morrer. Sofia mais uma vez perdera uma mãe, Sofia gritou, gritou, em um tom agonizante de choro:
- NÃOOO! NÃO! - apenas a revolta representada pelo não, cabia em sua boca.
Depois da morte de Marieta Sofia vendeu a casa, fez as malas, por um acaso ali passava um moço bonito nariz grande reto, cabelos lisos e pretos , olho azul muito cavalheiro e educado, que lhe deu carona, ele se chamava Vincenzo. Sofia queria ir para Veneza e para lá foi. Sempre os acasos a perseguindo, Sofia trabalhava de garçonete, numa cantina na Rua Maledeta de Carpiu, no bairro de Escapuchi, a cantina de Seu Valentin, Cantina Valentia. Sofia havia conseguido um simples e pequeno quarto numa pensão um pouco velha, pois o dinheiro era curto.
A dona da pensão era Dona Estefani de Caprino, mulher muito ranzinza e exigente. Tinha horário para
café da manhã janta almoço, e não podia se atrasar!
Numa tarde de outono de 1945 Sofia sai para ler um pouco numa biblioteca, num quarteirão acima da cantina onde trabalha, lá lendo alguns livros de romance e mistério deixa um cair, abaixa para pegar e um rapaz bonito cabelo liso e preto, olho azul,nariz reto e grande, era Vincenzo. Que lhe disse
- Oi moça. Você por aqui? - Sofia demora para recordar quem era aquele cavalheiro jovem lindo e educado.
Então ele lhe recorda daquela carona, há um ano. Os dois conversam, e conversam e combinam de se encontrarem no dia seguinte na cantina em que Sofia trabalha.

NADA POR ACASO -post 3

Francisco fizera isso, pois as contas começaram a apertar, teve que vender tudo o que tinha, e foi tentar a vida em outra cidade. “Por acaso" Dona Marieta, conferindo a mala, sente falta de sua bíblia e um presente que esta levando para uma amiga, e volta o mais rápido possível até sua casa, ao ver a menina naquela cesta, Dona Marieta leva um susto, lê a carta que Francisco deixou: “ Dona Marieta
Deixo-lhe Sofia. Desculpe mas não posso explicar o porquê de minha ação, contente-se em cuidar de minha filha para que ela tenha um bom futuro. Tenho a certeza de que será melhor assim.
Francisco.” A parteira suspira fundo, olha para a criança e diz:
- E agora minha menina?Não posso lhe deixar sozinha, ajudei você a vir ao mundo. Terá de se acostumar com sua nova mãe, nova e primeira mãe!
Marieta já não vai mais viajar, escreve a amiga explicando o imprevisto.E passam-se cinco anos e seu sobrenome ficara: Sofia Escuparello d'Vithien , o D'Vithien vinha de seu pai Francisco, dona Marieta achou melhor colocar, para deixar o nome da filha mais cumprido.
Sofia chamava Marieta de mãe e Marieta a chamava de filha. Sofia uma menina de cabelos meio liso(puxando a característica do pai), olhos não tão grandes mas nada pequenos, Francisco tinha um olho de tamanho razoável, e Elzi tinha quando viva, olhos grandes e azuis. A menina puxara a mãe nos olhos, só que com a cor castanha do pai.Cabelos castanhos pele branca como a neve, o pai e a mãe eram altos, então a menina ficara alta e magra, aparentando nas faces um formado mais cheio. Puxara a braveza do pai, e a esperteza e garra da mãe Elzi. E aprendera com Marieta a ser brava também, guerreira, educada... Só que Sofia tinha alguns problemas de comportamento: sempre perguntando a mãe de seu pai, sempre chorando muito. E desde de criança se confrontando como tudo em sua vida era por acaso. E foi assim até quase sempre,era na escola, trabalho quando começou a trabalhar, namoro,amizade...
Sempre se queixando e querendo que os acasos parassem de persegui-la. Aos quinze anos depois de tanta revolta, a mãe lhe conta de que ela não era filha legitima dela, e a menina aceitou bem a história, mas não se conformou por mais acasos envolvendo-a. Marieta lhe contava de como era sua mãe e seu pai, e Sofia sorria como quem já os conhecesse e lembrasse deles junto a Marieta. Marieta começou a sentir muitas dores no peito, estávamos no de 1945, Marieta visitou o médico que lhe informou que ela estava com problemas graves no coração, e poupar fortes emoções seria o recomendável.