Entendendo nosso mundo de estações

Era aquele o meu mundo... Eu sabia desde que acordei dos meus sonhos. Eu senti. Quando vieram os problemas e angustias, eu dormi, e enquanto sonhava, estava no inverno. Era frio e eu parecia ter medo e não ter proteção; eram ventanias levando consigo as folhas de meus sonhos.

Depois, eu dormi novamente. No outono, eu estava em busca de sonhos, recomeçando um novo ciclo, deixando para trás o que se foi e nascendo com as manhãs. Era outono! As folhas caíam, as flores estavam em pleno processo de crescimento, e era eu que junto a elas crescia, também.

Dormindo novamente, eu senti que estava tudo diferente naquele mundo: as flores eram vivas e cheirosas e toda brisa se espalhava como uma criança correndo entre as colinas. Vinha aquela chuva fina entre os raios de sol e as árvores tinham suas folhas novamente. E eu, dentro de mim, acreditava novamente na vida, havia vencido os problemas, tinha ido em busca de sonhos e em mim também era primavera. Era tudo tão lindo, e as flores estavam por toda parte, o sol brilhava entre tantas elas, e logo uma brisa soprava e tinha perfume de primavera, de sol tocando no mar, de água fresca no vale, e isso era porque eu estava em um novo amor, em novas amizades e sonhos... Era verão!















E sempre será assim dentro de mim. Foi isso o que aprendi. Nossa vida é um sonho, dentro dele dormimos para mais tarde acordar. E dentro de nós há quatro estações que estão intensamente ativas dentro de nossa alma, e o que importa é aprendermos que depois do inverno ainda existe um verão. Que cada estação da natureza tem sua função com o ambiente, e cada estação dentro de nós tem sua função com nossa alma.

Grandes vitórias necessitam de grandiosas batalhas.

Um mundo de estações.














Bem - Vindo, welcome, bienvenida, willkommen, accueil, Добро пожаловать e benvenuto!!

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Bárbara Sodré





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sexta-feira, 29 de julho de 2011

Entrevista com o escritor John Harding

  O escritor britânico, John harding, autor da obra " A menina que não sabia ler", analisada e indicada por mim como uma ótima leitura, faz parte do quadro do blog onde obras recomendadas são analisadas e criticadas, e seus autores, entrevistados.  A última obra foi "Bárbara debaixo da chuva", de Nilma Lacerda, que inaugurou a novidade no blog.
   Agora, é com muita honra que apresento a vocês a entrevista que fiz, por e-mail, com John H., que é um escritor excelente e muito simpático! Pelo jeito tenho dado sorte com os escritores que escolho, até agora eles têm sido espetaculares!

   É uma entrevista curta, mas é carregada de simpatia e interação leitor-escritor:

   Question:  When you wrote "The girl who could not read," what was your inspiration and what's your favorite character in the story?
 John harding:
 
My favourite character is Florence, because she tells the story and I love the way that she does it. I also like the way she is so brave and ready to face danger.

The inspiration for the book began with the story 'Turn of the Screw' by the American author Henry James. It was written in 1898 and also has a governess and two children, Florence and Giles - and ghosts! I thought it would be interesting to write a ghost story about a governess and two children but in the James' book it is the governess who tells the story. I thought it would be interesting to tell the story from the point of view of one of the children.

The inspiration for Florence not being allowed to read and reading in secret comes from my childhood when my mother was the person who cleaned our school. I used to sneak into all the classrooms and read all the books after all the other children and the teachers had left, while my mother was cleaning. My mother thought she would get into trouble if the teachers found out I was reading the books, so she told me to put them all back exactly where I found them - just like Florence does in the book.



 Pergunta: Quando você escreveu " A menina que não sabia ler", qual foi sua inspiração e qual sua personagem favorita?

 John Harding: Meu personagem favorito é Florença, porque ela conta a história e eu adoro o jeito que ela faz. Eu também gosto do jeito que ela é tão corajoso e pronto para enfrentar o perigo.

A inspiração para o livro começou com "Turn of the Screw" a história do escritor americano Henry James. Foi escrito em 1898 e também tem uma governanta e dois filhos, Florença e Giles - e fantasmas! Pensei que seria interessante para escrever uma história de fantasmas sobre uma governanta e duas crianças, mas no livro de James 'é a governanta que conta a história. Pensei que seria interessante para contar a história do ponto de vista de um dos filhos.

A inspiração para Florença não sendo permitida a ler e ler em segredo vem da minha infância, quando minha mãe foi a pessoa que limpa a nossa escola. Eu costumava esgueirar-se em todas as salas de aula e ler todos os livros depois de todas as outras crianças e os professores tinham deixado, enquanto minha mãe estava limpando. Minha mãe pensou que ela iria ter problemas se os professores descobriram que eu estava lendo os livros, então ela me disse para colocá-los todos de volta exatamente onde eu encontrei-os - assim como Florence faz no livro.


Question: The girl who could not read is a high level of literature and narrative conveys a charm, as it enchants the reader to the point where he felt the terror, truth and always want to continue. The book has also many mysteries, it is possible to extract several different views of the outcome. You know decipher these mysteries? Might tell us, if so?

 John: You are right that the book has mysteries and although there is one answer, different readers have come up with different ideas about what the solution to the mystery is.

I do not really wish to say clearly what the correct solution is, because if I said that on your website no one would want to read the book.

 Questão: A menina que não sabia ler é um alto nível de literatura e narrativa transmite um encanto, uma vez que encanta o leitor até o ponto onde ele sente o terror, de verdade, e sempre quer continuar a leitura. O livro também tem muitos mistérios, é possível extrair várias visões diferentes sobre o resultado. Você sabe decifrar estes mistérios? Pode nos dizer, se assim for?

John: Está certo que o livro tem mistérios e embora não haja uma resposta, diferentes leitores têm surgido com idéias diferentes sobre o que a solução para o mistério é.

Eu realmente não gostaria de dizer claramente o que é a solução correta é, porque se eu disser  em seu site, ninguém iria querer ler o livro.



 Well, people, sobre a última questão só tenho a dizer que o John deu algumas dicas sobre a verdade do livro, e essas, por sua  vez, não serão reveladas , pois, assim como o John mesmo disse: não vai ter graça para vocês que ainda não leram o livro. Muito esperto o John! Mas se você já leu, ou, quando terminar de ler, manda um e-mail pra mim para trocarmos umas ideias. O máximo que eu fiz, foi chegar a algum lugar mais próximo da verdade com as dicas que ele deu. Se você ainda não leu, leia. Depois de ler, conte o que acha sobre os mistérios; talvez você esteja certo.  Mas, sinceramente, penso que a verdade por inteiro ele não revelará, o que é ótimo! Mistério que é mistério, continua sempre sendo um mistério.
  Se você quiser conhecer rmais do John,acesse o website dele:  http://www.john-harding.co.uk/index.php?page=intro
 Ele é uma pessoa muito legal, além de um ótimo escritor! Ele foi ,realmente, muito simpático em seus -emails.
 Nossas honras para John Harding!
  Até a próxima!

Leitor imortal

Capa brasileira do livro, que em inglês ganha o título" Florence and Giles" e um design diferente na capa



  Qual o seu critério para começar a ler uma nova obra? Qualidade do autor, título, sinopse, indicações, gênero? Bem, se for qualquer um desses itens, fique feliz, pois “A Menina Que Não Sabia Ler”, de John Harding, não vai te decepcionar em  nenhum desses aspectos.
     Inspirado na obra, já antiga, de Henry James, “ Turn of the Screw”,( em português:"A volta do parafuso"), John Harding abre espaço em sua imaginação e cria um enredo totalmente envolvente e misterioso, dramático e a dúvida entre o que é real ou não no relato da narradora, a jovem Florence
 O livro conta a história de dois irmãos, Florence  e Giles, que moram em uma mansão sombria e cheia de mistérios, na Nova Inglaterra, no ano de  1891 .  Onde, sendo os dois, órfãos aos cuidados dos funcionários do tio, que nunca aparece  e proíbe Florence de aprender a ler e escrever, alegando  que mulheres não são “dignas”  de tal,  e tendo em seu passado uma triste lembrança de uma mulher que amou ter o deixado, e, tendo esta uma característica forte: a excelente instrução intelectual.
  As coisas mudam quando Florence descobre, na famosa mansão mal-assombrada e cheia de almas passadas, em que mora, uma imensa biblioteca, que vira seu grande segredo. Autodidata e independente, Florence dedica seu tempo à leitura e à proteção de Giles  Além de tudo, a misteriosa morte da governanta, a chegada da misteriosa e suspeita nova governanta, Senhorita Taylor, a vida de Florence passa a ser  proteger o irmão das garras da governanta , que possui obsessão pelo garoto. Ao menos, é o que Florence conta em sua narração. Daí em diante, acontece uma busca implacável contra a realidade  e o que não é real.  Você vai vivenciar o olhar de uma garota que desafia ordens e torna-se independente; da garota estranha que perambula pelos corredores da imensa mansão. Você vai apoderar-se de suas dores e devorar o livro em uma única noite!
   Você se surpreende com o que vem na página seguinte; a história entra tanto em sua mente que você sente o terror e o suspense suspirarem à flor da pele. O enredo e os personagens prendem você; exigem fôlego e inteligência do leitor.  Ele começa calmo a emoção e o suspense, vão crescendo conforme você vai lendo...
   Recomendo “A menina que não sabia ler”, de John Harding, àqueles que gostam de desvendar mistérios e aos que amam suspense. Não prive-se dessa leitura,afinal, se arrependimento matasse, você seria imortal após ler essa fantástica obra, que não deixa nenhum pesar, a não ser o de acabar na página  288. 






Bárbara Sodré