Entendendo nosso mundo de estações

Era aquele o meu mundo... Eu sabia desde que acordei dos meus sonhos. Eu senti. Quando vieram os problemas e angustias, eu dormi, e enquanto sonhava, estava no inverno. Era frio e eu parecia ter medo e não ter proteção; eram ventanias levando consigo as folhas de meus sonhos.

Depois, eu dormi novamente. No outono, eu estava em busca de sonhos, recomeçando um novo ciclo, deixando para trás o que se foi e nascendo com as manhãs. Era outono! As folhas caíam, as flores estavam em pleno processo de crescimento, e era eu que junto a elas crescia, também.

Dormindo novamente, eu senti que estava tudo diferente naquele mundo: as flores eram vivas e cheirosas e toda brisa se espalhava como uma criança correndo entre as colinas. Vinha aquela chuva fina entre os raios de sol e as árvores tinham suas folhas novamente. E eu, dentro de mim, acreditava novamente na vida, havia vencido os problemas, tinha ido em busca de sonhos e em mim também era primavera. Era tudo tão lindo, e as flores estavam por toda parte, o sol brilhava entre tantas elas, e logo uma brisa soprava e tinha perfume de primavera, de sol tocando no mar, de água fresca no vale, e isso era porque eu estava em um novo amor, em novas amizades e sonhos... Era verão!















E sempre será assim dentro de mim. Foi isso o que aprendi. Nossa vida é um sonho, dentro dele dormimos para mais tarde acordar. E dentro de nós há quatro estações que estão intensamente ativas dentro de nossa alma, e o que importa é aprendermos que depois do inverno ainda existe um verão. Que cada estação da natureza tem sua função com o ambiente, e cada estação dentro de nós tem sua função com nossa alma.

Grandes vitórias necessitam de grandiosas batalhas.

Um mundo de estações.














Bem - Vindo, welcome, bienvenida, willkommen, accueil, Добро пожаловать e benvenuto!!

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Bárbara Sodré





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sábado, 21 de maio de 2011

Segunda Parte

Entrevistei por -email a escritora da obra analisada, Nilma Lacerda, que respondeu às duas questões nos ajudando a entender melhor seu ponto de vista em relação a amplitude ganha em sua obra aqui citada:
       

Eu : O seu livro, "Bárbara Debaixo da Chuva", retrata com muita força a vida de uma criança do sertão brasileiro que enfrenta a novidade da escola interrompendo sua vida de brincadeiras e liberdade. Isso tem sido muito comum no sertão do Brasil. De certa forma, seu livro carrega uma crítica em si. Essa crítica foi intencional ou ela veio " sem querer" com a sua imaginação?

Nilma Lacerda:  "Há cerca de vinte anos, o Brasil tem investido em colocar todas as crianças na escola, a partir dos seis anos. Ainda há uma evasão, pequena, mas há. 
Escola não é um processo natural, mas cultural. É normal que, ao entrar para a escola, a criança sofra com as mudanças bruscas em sua vida, e essas mudanças costumam ser mais bruscas na zona rural do que na cidade. Daí a necessidade de uma série de cuidados para que esse processo seja o menos traumático possível, e uma forma de consegui-lo é conversar com a criança sobre o sentido da escola, contando histórias bem-sucedidas sobre essa adaptação e valorizando a cultura escrita. Mas sabe o que acontece, Bárbara? A experiência da escola para todo mundo é muito recente no Brasil, muitas professoras não compreendem o lugar da educação sequer em suas próprias vidas. Espero que Bárbara Debaixo da Chuva, menos que uma crítica, seja uma colaboração para pensarmos essas questões. "

Eu: Inspirações como Bárbara, a personagem do livro,muitas vezes batem em algumas pessoas, denominadas escritoras. No Brasil, esse profissional enfrenta muita dificuldade ligado a reconhecimento. O que, na sua opinião, seria importante fazer pra mudar essa situação?

Nilma lacerda:  "O reconhecimento do escritor e da escritora no Brasil avançou muito, nas últimas décadas. Embora não pense que estejamos em um país ideal em relação ao tema, precisamos admitir que muita coisa saiu do lugar, com um aumento considerável de publicações, o que ocasionou possibilidades de melhores remunerações à escritora, ao escritor, por variadas formas, como bolsas de produção, compras de livros pelo governo, principalmente aqueles que são lidos também por crianças e jovens, a chamada literatura infantil e juvenil. Há, no país, vários profissionais vivendo do que escrevem ou tendo sua renda aumentada com o produto da venda de seus livros, presença em eventos ligados à literatura e outras tarefas próprias do ofício de escrever. Aliás, essa seria uma pesquisa bem interessante para você fazer, quando for jornalista: quantos escritores ou escritoras no Brasil vivem de sua escrita.Começando pelo trabalho pioneiro de Monteiro Lobato, responsável pelo primeiro momento de profissionalização do escritor em nosso país. 
Produzimos uma das literaturas para crianças e jovens de melhor qualidade no mundo, com dois prêmios Andersen, outorgados pelo IBBY – International Board on Books for Young People – à Lygia Bojunga e à Ana Maria Machado. Isso abriu muito mercado de trabalho para escritores e outros profissionais na cadeia de produção do livro.  No presente, devemos inclusive considerar que estamos produzindo, ao lado do que é muito bom, muito livro ruim também, notadamente os voltados para crianças e jovens, área em que faço crítica literária.
Diria, por último, que nesses últimos vinte anos, tanto a sociedade civil quanto o poder público têm se empenhado na formação de leitores. Sermos um país de leitores e de leitoras é a melhor forma de garantir valorização e reconhecimento aos escritores."
 




    Realmente, o Brasil tem alcançado prestígio no mundo todo  quando se fala sobre literatura, tendo , desde sempre, ótimos representantes dessa área. A Nilma mencionou um pensamento muito interessante agora no final, que fica como uma mansagem para refletir: "[...]Sermos um país de leitores e de leitoras é a melhor forma de garantir valorização e reconhecimento aos escritores."  
  O brasileiro precisa ler mais, criticar mais e ser autônomo na hora de ler determinada obra. Concordo plenamente com o pensamento da Nilma.
    Para encerrar, gostaria de agradecer especialmente à ela pela atenção ao responder às questões, - foi um ahonra conversar com você Nilma-, e pela simpatia; elogiar e desejar que seu trabalho continue sendo sempre promissor e agradecer a profissionais como ela: os escritores que têm a capacidade de influenciar massas e de moldar opiniões. " Quem escreve constrói um castelo, quem lê, passa a habitá-lo". [ Anônimo]
  Deixo a dica de livro: "Bárbara Debaixo da Chuva", da Nilma Lacerda, e aproveite para conhecer outras obras da autora.
  Um ótimo final de semana a todos.

quinta-feira, 19 de maio de 2011


 O bom de iniciar um novo projeto é iniciá-lo com conteúdo de boa qualidade. Começar com estilo. Nada melhor do que começar com uma obra brasileira, envolvente e de uma autora muito talentosa; é por isso, que para estrear as críticas literárias no blog, escolhi o livro: “Bárbara debaixo da chuva”, de Nilma Lacerda.
 

Fonte: http://www.americanas.com.br/
 
  



                               “Bárbara debaixo da chuva”: uma folha de laranjeira
          
   Há livros que contem uma escrita tão complexa com o objetivo de entreter e mesmo assim, não entretém, não obstante, acontece de um livro conter uma linguagem compreensível, sem muita exigência, porém, apresentando um fundamento muito  cativante ou, interessante, dinâmico etc. Ou seja, livros que agradam.
  O livro “Bárbara Debaixo da Chuva”, é obra de Nilma Lacerda, uma escritora renomada de nossa literatura atual e que retrata muito bem a vida de uma menina do sertão brasileiro que enfrenta o inédito: a escola em sua vida. Com uma escrita leve e de fácil compreensão, porém, sem subestimar o leitor, Nilma utiliza seu talento e o seu dom para cativar-nos através de um enredo totalmente envolvente.
   Quando se lê “Bárbara Debaixo da Chuva”, a idéia que se tem ao acabar o livro é de orgulho. É, orgulho. Não só porque você está valorizando a literatura brasileira, bem como também, acaba de apreciar uma história que atrai desde crianças a adultos.  A obra apresenta uma característica marcante de possuir personagens autênticas; simples, originais e por isso mesmo, autênticas!
   O bom de ler a obra de Nilma é que você lê o livro em uma única noite, sem perceber. A história que carrega em si uma mensagem sobre uma menina que aprende a lidar com o intelectual das coisas em seu dia-a-dia, apresenta, também, críticas. Basta observarmos o contexto. Vivemos em um país em desenvolvimento, onde, ainda existem áreas rurais esquecidas, onde, a natureza e sua interação com o ser humano ainda é um ideal de vida perfeita. A obra de Nilma representa exatamente isso, porém, a personagem principal, Bárbara, é quem vai sofrer uma interrupção desse modo de vida para dedicar-se ao interesse aos estudos. A obra também possui um retrato muito explícito dos costumes da vida simples que dá às pessoas a chance de vivenciar detalhes. A autora nos permite olharmos melhor para nossos próprios medos e abrirmos nossa perspectiva de vida para novas descobertas, acrescentando créditos ao que já possuímos de importante.
   Além de conter uma lição de vida sobre a simplicidade das coisas que é involuntária à sua importância – não é porque é apenas uma folha de laranjeira que não pode ser incrível, ou seja, é simples, nem por isso precisa ser esquecido, pois o simples é o amis verdadeiro.
  A obra de Nilma Lacerda ganha meu selo de recomendação. Lê-lo vai adicionar mais reflexão à sua forma de tratar alguns aspectos da vida urbana e simplesmente da sua existência. É essa a intenção de ler um livro: transformar um olhar, seja criando-o ou, simplesmente, acrescentando novas idéias.   

  BS

domingo, 15 de maio de 2011

Um dia das mães parecendo Natal




 
A chuva fina caía e o frio era quase perfeito,porém, somente se você estivesse embaixo das cobertas... Mas podriae ser um pesadelo, como naquela casinha, quase caindo aos pedaços, sem vidros na janela e goteiras incessantes.
  Àquela noite não era diferente de uma noite fria. Antônio tremia no colchão velho e fino que dividia com a irmã caçula, Susana. Seu cobertor era tão curto que quase não cobria Susana, que era miúda que só! A irmã parecia dormir, assim como, Alberto, seu irmão “do meio” que era gêmeo de Estela. Antônio parecia desconsolado. A mãe, tentava acender a lamparina que volta e meia apagava... Ela não descansava há uma semana. O trabalho novo de garçonete em um bar perto, sobrecarregava todo seu tempo, e, enquanto não trabalhava servindo clientes bêbados, cuidava dos filhos... Da febre de Estela e da falta de dinheiro para conseguir remédios...
   Antônio, o mais velho, quando, finalmente, a lamparina resolver funcionar, reparou, no reflexo da luz, uma gota... Gota de quê? Água salgada de preocupação, de amor... Com Estela dormindo em seu colo, a mãe chorava, e enquanto chorava, parecia fazer uma oração. Ela ainda acredita em Deus... Antônio tinha suas dúvidas... Mas será que ele existe? O padre na igreja diz que sim... Mamãe acredita, então há de ser...
  No dia seguinte, com dona Hilda no bar, Estela, um pouco pior que à noite passada, aos cuidados da vizinha e Antônio tendo de cuidar de seus outros irmãos à caminho de uma pequena escola improvisada na região... 
   Foi nesse dia que Antônio ficou sabendo da grande novidade! Dentre dois dias seria Dia das Mães. O menino ficou tão entusiasmado que nem prestou atenção nas contas de matemática... Cento e vinte mais noventa e nove? Não importava... Dois dias eram suficientes... Então, ele teve a idéia de dar à sua mãe um presente inesquecível, algo que a deixasse mais linda, vaidosa e elegante... Ele não conhecia muito bem o significado dessas palavras... Tinha certa dificuldade na leitura... Mas sabia do que tinha visto nas capas de revistas em banquinhas, que as chamadas artistas famosas, eram lindas, pois se arrumavam e usavam bolsas, roupas lindas... Antônio lembrou-se do rosto da mãe na noite passada. Da lágrima que caía e então, resolveu ir. Deixou Susana na responsabilidade de Alberto. Diga à mãe que logo volto... Ela vai gostar.
   Antônio passou dois dias inteiros trabalhando como entregador de panfletos para um circo. Quase comprou uma blusa nova para a mãe, com bordado azul e flores brancas ressaltadas... É presente pra minha mãe, moça... Mas ele não ficou lá pra terminar de dizer, na mesma hora, saiu para ver, do outro lado da rua, um frango assado girando no forno da padaria. Esqueceu-se das capas da revista. Ele, nem seus irmãos e sua mãe, nunca haviam comido um daqueles! Antônio comprou o frango. Com o pacote na mão, o menino, corajoso que só, enfrentou a noite sozinho até chegar em casa. Suportando o cheiro do frango em contraste com seu estômago doendo.  Dona Hilda estava aflita. Quase murcha de tanta lágrima soltar. Alberto e Susana estavam sentados no colchão murcho... A mãe de Antônio levantou-se, soltou um grito e agarrou o menino. O abraçou... Era seu filho de volta! Era Antônio!
   Era dia das mães... A família Silva teve frango assado no jantar pela primeira vez na vida... Dona Hilda não aplicou castigo a Antônio; o clima estava um pouco quieto.
Estela que, quando Antônio chegou, estava deitada ao lado dos irmãos, continuava pior. Mas um olhar de esperança surgiu em seus olhinhos cansados.  Era dia das mães. Era Antônio de volta. Haveria frango assado no jantar... isos lembrava o natal das revistas e do bairro vizinho...
  Não importava o que aconteceria depois... Se Estela estava insuportavelmente doente ou, se as goteiras continuavam lá... A esperança foi unânime, o coração de Dona Hilda se encheu de novo. Ela parece feliz, agora. Pensava Antônio... E isso bastava para ser inesquecível.  

 Bárbara Sodré


 Eu espero que cada um de nós seja sempre capaz de dar valor à mãe que tem. Seja ela como for. Que você seja capaz de compreender o quanto é imenso seu merecimento e o quanto importa a elas que  levemos um guarda-chuva ao sair, ou, simplesmente tomemos cuidado com quem andamos e com o ser humano que nos formamos.
  Nossas mães são nossos anjos. São nossas amigas e amigos também dizem  EU TE AMO. Diga isso a sua mãe sempre que puder.

  

sábado, 14 de maio de 2011

O nobre Coração

Fonte de Imagem: http://www.juventudecarioca.com.br/?p=15376



Coração é vida
Se não vida, é calor
É pulsação, é da alma o frescor.
Coração é a ponte, é o elo. É o mais forte e puro...
É rei. É tudo

 Coração é cavaleiro em luta acirrada
 É o último da disputa...   Luta sem espadas...
 É a luz do interior...
Tão bobo o coração!

Coração! É o senhor da razão
Não obstante, um cego em tiroteio.
O coração... Ah, belo e sereno
Forte e enxuto.
 Ou, por que não, triste e vazio
Só e complicado?

 O Coração é a vida,
é a principal fonte de nossa existência
É a paixão,é a alegria, tristeza, carência...
Coração... É a vida. Porque sim, é intenso.

Onde concentramos todas nossas forças e vontades,
nossas desistências... Nossas verdades...
E não importa se são verdade sujas ou admiráveis...
São verdades incontestáveis quando dele ditas e comprovadas...
O coração é alma. É o contato imediato...

Você possui algo de bom, vem do coração.
Por isso, aqueles que disseminam ódio e rancor,
desse magnífico Senhor não se deslumbram...
É o Coração... Para tê-lo é preciso merece-lo.

Coração... Ah, coração.
É a verdade dos que teimam em esconder
É a tristeza, é a alegria...
É a morada da alma.
O que há de melhor em você.

 Bárbara Sodré

sábado, 23 de abril de 2011

Renascer

O dia que se renasce ao aspirar o ar que é a vida. O dia que se aspira satisfação e agradecimento. O dia em que, sendo judeu ou cristão, se celebra a Páscoa. A Páscoa que, apesar de ter significados diferentes em diferentes lugares, ou, talvez, significado nenhum em algumas partes, possui, na maior parte do mundo, um significado homogêneo de fraternidade e alegria. Seja pelos ovos de chocolate, que, fazem parte da cultura universal pascoal capitalista, pelo renascimento de Jesus, ou, para os que adoram descansar, pelo feriado. Então, paramos para pensar: qual é a sua Páscoa? Qual o significado da Páscoa você vive hoje?
    Para alguns cristãos que se comprometem a pensar sobre a Páscoa no mundo de hoje. Ela vem sendo vulgarizada pelo consumismo e o verdadeiro significado ( religioso), sendo esquecido... Assim como também, acontece no Natal, onde Papai Noel, em seu lindo trenó vermelho, torna-se mais importante que o nascimento de Jesus...
  Para os ateus, céticos etc., a Páscoa representa alguma coisa? Talvez se ele adore comer chocolate e aproveita as “ofertas” que o mercado oferece. Aliás, que mercado! Mercado Capitalista convincente esse! Particularmente, adoro ovos de chocolate e acho muito importante haver esses momentos interativos entre as pessoas, onde se revela os mais belos atos de amor e afeto... Porém, parcelar ovos de Páscoa em dez vezes é o fim da picada, consumidor!  Ao menos, é o que vem estampado em muitos folhetos de lojas enlouquecidas  e desejando  que o consumidor, tão feliz da vida, gaste seu dinheiro
( que muitas vezes  a pessoa nem tem), em ovos de Páscoa, que os preços só sobem.
    Bem, já falamos dos religiosos, dos ateus e do Mercado Capitalista que faz nossas crianças crescerem acreditando que a felicidade se encontra dentro de uma loja. Sinceramente, estamos sendo vítimas muito fáceis do consumismo... Estamos gastando tempo com significados mascarados e criados pela mídia de uma forma negativa. Estamos vestindo a camisa que nos deram sem nos dar conta se realmente é aquele estilo de vida que queremos...
   Ovos de chocolate são uma delícia e, com certeza, unem muita gente nesse feriado. Mas, enquanto isso acontece, há pessoas que se esquecem do verdadeiro significado que a Páscoa tem, seja o religioso, ou, somente o afetuoso... Independente de qualquer segmento espiritual, têm banalizado o afeto e elevado,( sem perceber, talvez,), a futilidade.
   Leitor, só queria  abrir um pouco os olhos de quem ainda está afundado na maré da alienação e futilidade. Pois, precisamos estar mais ligados em laços de afeto do que em laços de consumismo. Será sempre belo presentear, então, que saibamos equilibrar e ter um senso crítico e ver se realmente vale a pena  sacrificar-se pelo consumismo...
   Que, nesta Páscoa, neste domingo... Nossas crianças acreditem mais no amor do que na Loja de Chocolate ao lado...  Enfim, desejo a você, leitor, acima de tudo,  paz, fraternidade e afeto. Muita positividade e que, você renasça como pessoa, reflita sobre quem você é hoje para ser melhor amanhã. A Páscoa lhe dá esse momento, retribua. Renasça e dê-se a oportunidade de crescer.
   Feliz Páscoa a todos.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Salamaleico



  
Eu não sei exatamente o que dizer, ou, se dizer alguma coisa... Mas eu precisava vir aqui e escrever sobre o ato covarde e mortal, que aconteceu no Rio de Janeiro, no dia 7 de abril.
   Não é a primeira vez que acontece um desastre como esse, onde, um ser humano é capaz de cometer atos totalmente primitivos, desumanos e covardes... Porém, o Brasil nunca teve um massacre em uma escola que resultasse em tanto sofrimento... Como os que acontecem em uma quantidade considerável nos EUA, por exemplo. Mas, no último dia 7/abril, enquanto tomávamos um café, conversávamos com um amigo ou simplesmente andávamos por ai... 12 adolescentes eram mortos brutalmente por um assassino que não possuía, se me permitem dizer, escrúpulo algum para possuir dignidade de um convívio normal com os demais.
     Wellington Oliveira, era um psicopata que, sem alteração nenhuma do seu estado de personalidade corriqueiro, entrou na escola em que estudou e executou um massacre a sangue-frio... Segundo ele, era para vingar os maus-tratos dos colegas na época de escola...
   Wellington tirou a vida de 12 adolescentes que acabavam de chegar à sala de aula. Ele atirou a sangue-frio e aleatoriamente, causou a dor em várias famílias, provocou ódio e indignação em diversas partes do mundo, movimentou e partiu corações de amigos e familiares... Fez chorar até mesmo aqueles que nunca conheceram os doze jovens... Então, para comprovar seu ato de covardia,  suicidou-se no fim do atentado.
   A mídia está divulgando bastante informações sobre o massacre que já entrou para a historia do Brasil e do mundo; conseqüentemente, do Rio de Janeiro, que, espero eu, supere essa lembrança triste. Umas delas diz que, Wellington era muito tímido e anti-social e surgiu até uma informação dizendo que ele planejava um atentado ao Cristo Redentor, no Rio.
   O que poderia ser um dia normal na vida daquele jovens transformou-se em um pesadelo. E para doze deles, em o último momento de vida. Bianca Rocha Tavares, uma das vítimas mortas na última quinta, de treze anos, ao ver que o atirador apontou a arma para a amiga, jogou-se na frente, sofrendo um tiro na cabeça. A amiga fingiu-se de morta para não virar novamente alvo do psicopata. Outro ato de heroísmo foi o professor de geografia, que imediatamente orientou seus 40 alunos em sala a deitarem-se no chão e segurou a porta com cerca de quarenta cadeiras e carteiras, salvando a vida de seus alunos, evitando uma calamidade pior ainda. A esses, que tiveram seus atos de heroísmos, minha total admiração pela coragem e bravura.... Acima de tudo, pelo amor. À Bianca, só posso desejar que esteja bem onde quer que esteja... A ela e aos seus onze colegas, minhas orações... Meu minuto de silêncio.  Não há como descrever o que se sente ao lembrar dessa história.
    Quero pedir pela paz. Sei que se fala muito disso, mas é hora de começar a colocar em prática. É hora de evitar, de prevenir, de movimentar-se, de entender porque se fala tanto e ainda acontece tanto... Não sei o que se passa e, muito menos, como e porque se passa tanta maldade na mente de algumas pessoas... O mundo foi feito para que vivêssemos em paz, em comum respeito e fraternidade. Nós não precisamos doar bens para fazer o bem. Precisamos viver o bem. Precisamos amar mais.
  Wellington, é bom lembrar, sofreu bullying quando adolescente. Talvez você já conheça esse termo, que, está em inglês, e, quer dizer intimidar, provocar, agredir moral ou psicologicamente. Muitos como ele, que, também sofreram esse ato de humilhação na escola, já foram autores de massacres do tipo... O Bullying não justifica nada e só gera conseqüências em dimensões piores. É claro, que isso não justifica o que o Monstro do dia 7 de Abril/2011, cometeu, porém, explica, em partes, sua personalidade, isolamento e revolta.
  Serve de alerta a todos nós, que não queremos ver a cena repetir-se novamente, que não façamos o bulying; não sejamos omissos ou indiferentes ao vê-lo acontecer, que o estanquemos e que divulguemos mais coragem, amor e respeito ás diferenças. Não quero mais ver violência ou atentados... Não quero viver em um mundo onde matar é comum, onde é preciso viver cercado por grades e escoltas, porque não é seguro viver ali. Eu sei que podemos fazer a diferença; podemos mudar o cenário mundial e  prolongar a paz.
   Às famílias das vítimas, que aceitem meus pesares, minha dor... Que sintam-se abraçados, confortados. Tenham força e rezem sempre por seus pequenos... Eles estão bem, acreditem!
   Vamos dizer não à violência. Ódio só gera ódio e baseia-se na ausência do amor. Por isso, incentivemos o amor e, consequentemente, que o amor aconteça. Que a paz prevaleça e que todas as lágrimas, hoje, derramadas pelos os que foram injustamente, sejam transformadas em rios de amor, que nos levantem! Estou indignada, estou emocionada pelo o que aconteceu. Infelizmente o Massacre de Realengo entra para história mundial, entre os 10 piores massacres em escola, do mundo. Não há nada que justifique o ódio, não há nada que supere a força de cometer o bem.
  O homem tem o poder em suas mãos, é ele quem decide o que vai fazer e é ele quem colhe as conseqüências do que se fez. A paz é um caminho e não o local fixo, é preciso percorrer o caminho. Ela não vem pronta. Ela se faz, se constrói. E para promovê-la não é preciso pensar tão longe, como o que você pode fazer para mudar a guerra que está acontecendo do outro lado do planeta... Mas você pode começar pela sala de aula, pelo trabalho, pela família... Comece com a paz em pequenas porções e logo você terá  muito mais do que se imaginava ter...  
  Salamaleico!

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

A fase de ser você



 
As vezes, de vez em quando... a gente se pergunta sobre  diversas coisas. Então, vem a nossa mente tudo o que consideramos mais relevante naquele momento de nossas vidas. As coisas parecem se misturar, e de certa forma, está tudo sobre suas mãos. Você se vê diante de coisas tão simples que parecem tão indecifráveis, se vê por trás de grandes ondas, que parecem, realmente, grandes ondas... Mas na verdade, no fim a onda quebra, e você descobre que sempre haverá tempo para recomeçar.
  A música Mais uma Vez, de Legião Urbana, contém um trecho dizendo: “ Mas é claro que o sol vai voltar amanhã...” então, continua: “ Espera que o sol já vem”. Renato como sempre, tão emblemático e profundo, revela na letra da música uma energia muito leve e tocante de positividade e confiança no futuro, em si mesmo... E bem sabemos que, em algum momento paramos para pensar sobre tudo... Seja na hora de dormir, no meio do trânsito, no meio da aula, na ida ao supermercado... Ficamos envolvidos em nossos próprios pensamentos.  E não importa qual pensamento seja o seu, ele sempre fará parte de quem voe é naquele momento, ou, quem sabe, de quem está buscando descobrir ser.
     É incrível como acordamos felizes na terça-feira, de bem com a vida, tranqüilos... E na quinta o tempo fecha! São essas, as chamadas fases? E que fases! Fases de confusão? Talvez... Porém, são fases que vivem acontecendo e mal percebemos o quanto é importante, pois são sinais, outras vezes, é apenas a demonstração de um sentimento dentro de você que quer se manifestar... Então, surgem perguntas, ( que por sinal, fazem um bem enorme ao nosso bem-estar espiritual), vêm inconstâncias... Oh, meu Deus! E agora, não é?  Eu não tenho soluções, acho até mesmo construtivo ter momentos de reflexão, onde se questiona tudo: a sua vida toda, seu trabalho, sua personalidade, suas ações, suas escolhas... Mas, somos super heroínos! Sim, somos! No fim, vencemos nossos próprios medos e inquisições! Somos vencedores!
     “ Nunca deixe que lhe digam que não vale  a pena acreditar nos planos que se tem.. Ou que são planos nunca vão dar certo... Ou que você nunca vai ser alguém. Confie em si mesmo!” Pois é, Renato! Nossas vidas vivem constantemente ligadas... E não importa se você está em umas daquelas fases de confusão sobre tudo, ou não. Todos nós precisamos saber que nosso futuro não depende dos outros. Cada um é que escolhe por onde quer seguir... O resto? É conseqüência. É claro! Você nunca vai acertar sempre. O perfeitinho? Não existe.  Existe Você. Existe Eu. Existe Nós. No fim, a onda quebra, a maré desce, o sol brilha... No fim, o passado vai ser uma lição de casa feita, e se estará certo ou errado? Não existe isso. Com lição de casa só  se aprende e será sempre assim. Por isso, faça o melhor que puder para ser feliz de verdade. A sua vida é uma só e sabe-se lá como vai ser depois disso! Viva! Demonstre!
   Se está frio, cubra-se, se quer chorar, chore, se não sabe onde ir, não fique parado. Pois saiba, o sol sempre volta!

Bárbara Sodré