Entendendo nosso mundo de estações

Era aquele o meu mundo... Eu sabia desde que acordei dos meus sonhos. Eu senti. Quando vieram os problemas e angustias, eu dormi, e enquanto sonhava, estava no inverno. Era frio e eu parecia ter medo e não ter proteção; eram ventanias levando consigo as folhas de meus sonhos.

Depois, eu dormi novamente. No outono, eu estava em busca de sonhos, recomeçando um novo ciclo, deixando para trás o que se foi e nascendo com as manhãs. Era outono! As folhas caíam, as flores estavam em pleno processo de crescimento, e era eu que junto a elas crescia, também.

Dormindo novamente, eu senti que estava tudo diferente naquele mundo: as flores eram vivas e cheirosas e toda brisa se espalhava como uma criança correndo entre as colinas. Vinha aquela chuva fina entre os raios de sol e as árvores tinham suas folhas novamente. E eu, dentro de mim, acreditava novamente na vida, havia vencido os problemas, tinha ido em busca de sonhos e em mim também era primavera. Era tudo tão lindo, e as flores estavam por toda parte, o sol brilhava entre tantas elas, e logo uma brisa soprava e tinha perfume de primavera, de sol tocando no mar, de água fresca no vale, e isso era porque eu estava em um novo amor, em novas amizades e sonhos... Era verão!















E sempre será assim dentro de mim. Foi isso o que aprendi. Nossa vida é um sonho, dentro dele dormimos para mais tarde acordar. E dentro de nós há quatro estações que estão intensamente ativas dentro de nossa alma, e o que importa é aprendermos que depois do inverno ainda existe um verão. Que cada estação da natureza tem sua função com o ambiente, e cada estação dentro de nós tem sua função com nossa alma.

Grandes vitórias necessitam de grandiosas batalhas.

Um mundo de estações.














Bem - Vindo, welcome, bienvenida, willkommen, accueil, Добро пожаловать e benvenuto!!

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Bárbara Sodré





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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

NADA POR ACASO -post 3

Francisco fizera isso, pois as contas começaram a apertar, teve que vender tudo o que tinha, e foi tentar a vida em outra cidade. “Por acaso" Dona Marieta, conferindo a mala, sente falta de sua bíblia e um presente que esta levando para uma amiga, e volta o mais rápido possível até sua casa, ao ver a menina naquela cesta, Dona Marieta leva um susto, lê a carta que Francisco deixou: “ Dona Marieta
Deixo-lhe Sofia. Desculpe mas não posso explicar o porquê de minha ação, contente-se em cuidar de minha filha para que ela tenha um bom futuro. Tenho a certeza de que será melhor assim.
Francisco.” A parteira suspira fundo, olha para a criança e diz:
- E agora minha menina?Não posso lhe deixar sozinha, ajudei você a vir ao mundo. Terá de se acostumar com sua nova mãe, nova e primeira mãe!
Marieta já não vai mais viajar, escreve a amiga explicando o imprevisto.E passam-se cinco anos e seu sobrenome ficara: Sofia Escuparello d'Vithien , o D'Vithien vinha de seu pai Francisco, dona Marieta achou melhor colocar, para deixar o nome da filha mais cumprido.
Sofia chamava Marieta de mãe e Marieta a chamava de filha. Sofia uma menina de cabelos meio liso(puxando a característica do pai), olhos não tão grandes mas nada pequenos, Francisco tinha um olho de tamanho razoável, e Elzi tinha quando viva, olhos grandes e azuis. A menina puxara a mãe nos olhos, só que com a cor castanha do pai.Cabelos castanhos pele branca como a neve, o pai e a mãe eram altos, então a menina ficara alta e magra, aparentando nas faces um formado mais cheio. Puxara a braveza do pai, e a esperteza e garra da mãe Elzi. E aprendera com Marieta a ser brava também, guerreira, educada... Só que Sofia tinha alguns problemas de comportamento: sempre perguntando a mãe de seu pai, sempre chorando muito. E desde de criança se confrontando como tudo em sua vida era por acaso. E foi assim até quase sempre,era na escola, trabalho quando começou a trabalhar, namoro,amizade...
Sempre se queixando e querendo que os acasos parassem de persegui-la. Aos quinze anos depois de tanta revolta, a mãe lhe conta de que ela não era filha legitima dela, e a menina aceitou bem a história, mas não se conformou por mais acasos envolvendo-a. Marieta lhe contava de como era sua mãe e seu pai, e Sofia sorria como quem já os conhecesse e lembrasse deles junto a Marieta. Marieta começou a sentir muitas dores no peito, estávamos no de 1945, Marieta visitou o médico que lhe informou que ela estava com problemas graves no coração, e poupar fortes emoções seria o recomendável.

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