Entendendo nosso mundo de estações

Era aquele o meu mundo... Eu sabia desde que acordei dos meus sonhos. Eu senti. Quando vieram os problemas e angustias, eu dormi, e enquanto sonhava, estava no inverno. Era frio e eu parecia ter medo e não ter proteção; eram ventanias levando consigo as folhas de meus sonhos.

Depois, eu dormi novamente. No outono, eu estava em busca de sonhos, recomeçando um novo ciclo, deixando para trás o que se foi e nascendo com as manhãs. Era outono! As folhas caíam, as flores estavam em pleno processo de crescimento, e era eu que junto a elas crescia, também.

Dormindo novamente, eu senti que estava tudo diferente naquele mundo: as flores eram vivas e cheirosas e toda brisa se espalhava como uma criança correndo entre as colinas. Vinha aquela chuva fina entre os raios de sol e as árvores tinham suas folhas novamente. E eu, dentro de mim, acreditava novamente na vida, havia vencido os problemas, tinha ido em busca de sonhos e em mim também era primavera. Era tudo tão lindo, e as flores estavam por toda parte, o sol brilhava entre tantas elas, e logo uma brisa soprava e tinha perfume de primavera, de sol tocando no mar, de água fresca no vale, e isso era porque eu estava em um novo amor, em novas amizades e sonhos... Era verão!















E sempre será assim dentro de mim. Foi isso o que aprendi. Nossa vida é um sonho, dentro dele dormimos para mais tarde acordar. E dentro de nós há quatro estações que estão intensamente ativas dentro de nossa alma, e o que importa é aprendermos que depois do inverno ainda existe um verão. Que cada estação da natureza tem sua função com o ambiente, e cada estação dentro de nós tem sua função com nossa alma.

Grandes vitórias necessitam de grandiosas batalhas.

Um mundo de estações.














Bem - Vindo, welcome, bienvenida, willkommen, accueil, Добро пожаловать e benvenuto!!

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Bárbara Sodré





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quinta-feira, 25 de março de 2010

Bullying- A arma silenciosa e explosiva nas mãos de futuros cidadãos

Marcas, seqüelas e traumas. O que realmente é bullying? Fugindo das estatísticas e das teorias formais, vamos a fundo e perguntamos: o que é bullying?
Bullying é a prática de violência, de humilhação, indo a fundo, bullying é o resultado de um coração que já nasceu por si só sarcástico e turrão, ou conseqüência de uma criação superprotetora, de incentivos muitas vezes imperceptíveis... Não importa, bullying é um crime, pois viola a auto-estima de um ser, sua capacidade social de ser autêntico e ter sucesso na vida, bullying é um ato rústico, violento e imaturo.
Como é triste ver que há pessoas que precisam humilhar uma outra, caçoar desta para ser feliz, como é triste ver que há pessoas que sentem-se bem em apenas fazer alguém infeliz. Que revolta! Que triste é...
Afinal sente-se mesmo feliz, ao cometer bullying? Será mesmo que é felicidade que sente quem humilha o outro, causando-lhe sofrimento? Não creio! É triste ver, e é para mim, fácil observar que é apenas a necessidade insistente de sentir-se observado, admirado pelas outras pessoas, é um meio de ganhar atenção através de atos excêntricos, nada mais meu caro, ganhar a atenção, pois em casa seus valores não estão sendo reconhecidos, é a necessidade também de saciar uma inveja em alguns casos, é também o prazer de impor medo buscando impor um respeito que deseja ter.
O mais triste ainda, é quando as pessoas vêem e não fazer nada para ajudar, muitas pessoas sentem medo, muitas acham graça, essas, não sabem o quanto uma intervenção salvaria o futuro de uma pessoa, o quanto uma intervenção poderia evitar seqüelas e conseqüências desastrosas.
Há muitos que pensam ser problema alheio e por isso não se metem, e mais tarde, quando esse agressor ou essa vitima vier a cometer um ato violento contra um grupo de pessoas da sociedade, contra esse mesmo que fechou os olhos... Nesta hora? Vou dizer. Nessa hora o problema que antes era alheio será uma insegurança e passará a ser da sociedade.
Imaginem a vida de uma vitima de bullying, imaginem alguém que sofre chacotas e humilhações apenas por ser diferente, mais inteligente ou mais tímido. É difícil para a vitima que sofre bullying, se socializar, pois passa a acreditar que não só o agressor lhe descrimina como também o resto da sociedade,sente-se inferior, ridicularizada, não é aceita num grupo e isso pode ser para ela um problema grave.
Normalmente a vítima é mais fraca que o agressor, não é capaz de se defender, o mais intrigante é que a vítima na maioria dos casos sofre em silêncio, tem medo de denunciar o agressor à família, vai guardando dentro de si uma angústia, uma tristeza, muita raiva e indignação, e isso é ruim, porque sabemos que uma hora essa pessoa vai explodir toda essa bola gigante de sentimentos ruins, e nunca é possível saber de que maneira será.
A cabeça de um agressor funciona como inconseqüente, pois não enxerga as conseqüências que seus atos violentos contra a vítima refletirão na vida desta pessoa, é egoísta e está em busca de ser o centro das atenções, mas em muitos casos ninguém vê que ali existe bullying, nesses casos é a plena necessidade de saciar uma inveja, o prazer de marcar uma pessoa para fazer dela infeliz.
A cabeça de um agressor é movida pela criação que tanto pode refletir por ter sido criado com superproteção, sem autonomia ou por ter sido criado sem amor, sem carinho, sem compreensão... Bullying não é ímpar, é par, pois, assume várias formas. Agressores devem ser examinados psicologicamente.
As conseqüências sãs desastrosas, a vítima pode se tornar um agressor, revoltar-se contra a sociedade e causar danos à vida de outras pessoas, em muitos casos a vítima acaba em suicídio... A pessoa perde a autenticidade, a vontade de viver e mostrar as outras pessoas suas qualidades, pois sempre haverá uma desconfiança, um medo de ser rejeitado. Para o agressor fica a certeza de que um dia seus atos voltarão contra ele como seu próprio veneno, ele expressou tanto suas revoltadas à custa de alguém, que uma hora ficará sozinho,haverá momentos que não terá em quem descontar suas magoas,e nessa hora ele não estará pronto para lidar com autonomia em sua própria vida.
Caso veja o bullying acontecer não deixe que continue; caso possa impedir e ajudar as vitimas, ajude! Precisamos lembrar que os agressores precisam de mais ajuda do que quem é agredido. Deixar de lado o preconceito, deixar de lado o medo e acreditar em si mesmo.
Bullying é um ato quieto e acumulativo, ameaçador e tirano, tanto vitima quanto agressor precisam de ajuda, a solução está dentro das escolas,dentro das famílias, está em cada um de nós. Errar é humano,ser diferente também é, respeito é um ato civilizado, só recebe respeito aquele que sabe respeitar e ver além da roupa que se usa.



Bárbara Sodré

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