Entendendo nosso mundo de estações

Era aquele o meu mundo... Eu sabia desde que acordei dos meus sonhos. Eu senti. Quando vieram os problemas e angustias, eu dormi, e enquanto sonhava, estava no inverno. Era frio e eu parecia ter medo e não ter proteção; eram ventanias levando consigo as folhas de meus sonhos.

Depois, eu dormi novamente. No outono, eu estava em busca de sonhos, recomeçando um novo ciclo, deixando para trás o que se foi e nascendo com as manhãs. Era outono! As folhas caíam, as flores estavam em pleno processo de crescimento, e era eu que junto a elas crescia, também.

Dormindo novamente, eu senti que estava tudo diferente naquele mundo: as flores eram vivas e cheirosas e toda brisa se espalhava como uma criança correndo entre as colinas. Vinha aquela chuva fina entre os raios de sol e as árvores tinham suas folhas novamente. E eu, dentro de mim, acreditava novamente na vida, havia vencido os problemas, tinha ido em busca de sonhos e em mim também era primavera. Era tudo tão lindo, e as flores estavam por toda parte, o sol brilhava entre tantas elas, e logo uma brisa soprava e tinha perfume de primavera, de sol tocando no mar, de água fresca no vale, e isso era porque eu estava em um novo amor, em novas amizades e sonhos... Era verão!















E sempre será assim dentro de mim. Foi isso o que aprendi. Nossa vida é um sonho, dentro dele dormimos para mais tarde acordar. E dentro de nós há quatro estações que estão intensamente ativas dentro de nossa alma, e o que importa é aprendermos que depois do inverno ainda existe um verão. Que cada estação da natureza tem sua função com o ambiente, e cada estação dentro de nós tem sua função com nossa alma.

Grandes vitórias necessitam de grandiosas batalhas.

Um mundo de estações.














Bem - Vindo, welcome, bienvenida, willkommen, accueil, Добро пожаловать e benvenuto!!

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Bárbara Sodré





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sexta-feira, 29 de julho de 2011

Leitor imortal

Capa brasileira do livro, que em inglês ganha o título" Florence and Giles" e um design diferente na capa



  Qual o seu critério para começar a ler uma nova obra? Qualidade do autor, título, sinopse, indicações, gênero? Bem, se for qualquer um desses itens, fique feliz, pois “A Menina Que Não Sabia Ler”, de John Harding, não vai te decepcionar em  nenhum desses aspectos.
     Inspirado na obra, já antiga, de Henry James, “ Turn of the Screw”,( em português:"A volta do parafuso"), John Harding abre espaço em sua imaginação e cria um enredo totalmente envolvente e misterioso, dramático e a dúvida entre o que é real ou não no relato da narradora, a jovem Florence
 O livro conta a história de dois irmãos, Florence  e Giles, que moram em uma mansão sombria e cheia de mistérios, na Nova Inglaterra, no ano de  1891 .  Onde, sendo os dois, órfãos aos cuidados dos funcionários do tio, que nunca aparece  e proíbe Florence de aprender a ler e escrever, alegando  que mulheres não são “dignas”  de tal,  e tendo em seu passado uma triste lembrança de uma mulher que amou ter o deixado, e, tendo esta uma característica forte: a excelente instrução intelectual.
  As coisas mudam quando Florence descobre, na famosa mansão mal-assombrada e cheia de almas passadas, em que mora, uma imensa biblioteca, que vira seu grande segredo. Autodidata e independente, Florence dedica seu tempo à leitura e à proteção de Giles  Além de tudo, a misteriosa morte da governanta, a chegada da misteriosa e suspeita nova governanta, Senhorita Taylor, a vida de Florence passa a ser  proteger o irmão das garras da governanta , que possui obsessão pelo garoto. Ao menos, é o que Florence conta em sua narração. Daí em diante, acontece uma busca implacável contra a realidade  e o que não é real.  Você vai vivenciar o olhar de uma garota que desafia ordens e torna-se independente; da garota estranha que perambula pelos corredores da imensa mansão. Você vai apoderar-se de suas dores e devorar o livro em uma única noite!
   Você se surpreende com o que vem na página seguinte; a história entra tanto em sua mente que você sente o terror e o suspense suspirarem à flor da pele. O enredo e os personagens prendem você; exigem fôlego e inteligência do leitor.  Ele começa calmo a emoção e o suspense, vão crescendo conforme você vai lendo...
   Recomendo “A menina que não sabia ler”, de John Harding, àqueles que gostam de desvendar mistérios e aos que amam suspense. Não prive-se dessa leitura,afinal, se arrependimento matasse, você seria imortal após ler essa fantástica obra, que não deixa nenhum pesar, a não ser o de acabar na página  288. 






Bárbara Sodré

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