Entendendo nosso mundo de estações

Era aquele o meu mundo... Eu sabia desde que acordei dos meus sonhos. Eu senti. Quando vieram os problemas e angustias, eu dormi, e enquanto sonhava, estava no inverno. Era frio e eu parecia ter medo e não ter proteção; eram ventanias levando consigo as folhas de meus sonhos.

Depois, eu dormi novamente. No outono, eu estava em busca de sonhos, recomeçando um novo ciclo, deixando para trás o que se foi e nascendo com as manhãs. Era outono! As folhas caíam, as flores estavam em pleno processo de crescimento, e era eu que junto a elas crescia, também.

Dormindo novamente, eu senti que estava tudo diferente naquele mundo: as flores eram vivas e cheirosas e toda brisa se espalhava como uma criança correndo entre as colinas. Vinha aquela chuva fina entre os raios de sol e as árvores tinham suas folhas novamente. E eu, dentro de mim, acreditava novamente na vida, havia vencido os problemas, tinha ido em busca de sonhos e em mim também era primavera. Era tudo tão lindo, e as flores estavam por toda parte, o sol brilhava entre tantas elas, e logo uma brisa soprava e tinha perfume de primavera, de sol tocando no mar, de água fresca no vale, e isso era porque eu estava em um novo amor, em novas amizades e sonhos... Era verão!















E sempre será assim dentro de mim. Foi isso o que aprendi. Nossa vida é um sonho, dentro dele dormimos para mais tarde acordar. E dentro de nós há quatro estações que estão intensamente ativas dentro de nossa alma, e o que importa é aprendermos que depois do inverno ainda existe um verão. Que cada estação da natureza tem sua função com o ambiente, e cada estação dentro de nós tem sua função com nossa alma.

Grandes vitórias necessitam de grandiosas batalhas.

Um mundo de estações.














Bem - Vindo, welcome, bienvenida, willkommen, accueil, Добро пожаловать e benvenuto!!

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Bárbara Sodré





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sábado, 5 de dezembro de 2009

Por onde


Por onde andarão meus pés amanhã?
por quais caminhos você andará amanhã?
Qual será seu humor amanhã?
Qual olhar será o meu e como classificarei o seu?


Amanhã para amanhã eu questiono.
De amanhã para amanhã, imagino nos meus sonhos.
De amanhã para amanhã, meu amor aumentará
Amanhã... como você estará?


Onde nossos pés andarão amanhã?
Se torna incompreensível entender o impossível
E se torna confuso explicar um motivo.
Por onde andarão meus pés?
Quais sorrisos e por quais motivos sorrirei?
Eu sorrirei amanhã?
Quais caras farei, e quais expressões na sua verei?
Meus pés contornam o caminho por onde andei.


E nas ruas que deixam a expressão e a marca de passagens
E nas marcas de sonhos que hoje são miragens
E nas estrelas do céu onde tudo é motivo pra brilhar.

Por onde entra o som que vem de fora?
Por onde fica seu sorriso quando chora?
quais lagrimas se escondem quando sorri?
E alguma vez as estrelas caíram aqui?
E na natureza que cerca o mundo
Onde estarão os prédios?
E na estrada de terra, ouvi-se o tédio.


O que respirar se não alegria,
sorrir numa emoção que contagia.
Paralise o momento, pense fundo
Olhe por dentro.
Pise fundo, passe por cima, tome cuidado: isso se esconde!
Mais uma vez pergunto
Por onde?

Bárbara F. Sodré

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