Entendendo nosso mundo de estações

Era aquele o meu mundo... Eu sabia desde que acordei dos meus sonhos. Eu senti. Quando vieram os problemas e angustias, eu dormi, e enquanto sonhava, estava no inverno. Era frio e eu parecia ter medo e não ter proteção; eram ventanias levando consigo as folhas de meus sonhos.

Depois, eu dormi novamente. No outono, eu estava em busca de sonhos, recomeçando um novo ciclo, deixando para trás o que se foi e nascendo com as manhãs. Era outono! As folhas caíam, as flores estavam em pleno processo de crescimento, e era eu que junto a elas crescia, também.

Dormindo novamente, eu senti que estava tudo diferente naquele mundo: as flores eram vivas e cheirosas e toda brisa se espalhava como uma criança correndo entre as colinas. Vinha aquela chuva fina entre os raios de sol e as árvores tinham suas folhas novamente. E eu, dentro de mim, acreditava novamente na vida, havia vencido os problemas, tinha ido em busca de sonhos e em mim também era primavera. Era tudo tão lindo, e as flores estavam por toda parte, o sol brilhava entre tantas elas, e logo uma brisa soprava e tinha perfume de primavera, de sol tocando no mar, de água fresca no vale, e isso era porque eu estava em um novo amor, em novas amizades e sonhos... Era verão!















E sempre será assim dentro de mim. Foi isso o que aprendi. Nossa vida é um sonho, dentro dele dormimos para mais tarde acordar. E dentro de nós há quatro estações que estão intensamente ativas dentro de nossa alma, e o que importa é aprendermos que depois do inverno ainda existe um verão. Que cada estação da natureza tem sua função com o ambiente, e cada estação dentro de nós tem sua função com nossa alma.

Grandes vitórias necessitam de grandiosas batalhas.

Um mundo de estações.














Bem - Vindo, welcome, bienvenida, willkommen, accueil, Добро пожаловать e benvenuto!!

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Bárbara Sodré





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sexta-feira, 9 de abril de 2010

Rio de Janeiro, Veneza brasileira


Sei que somos poucos aqui no blog, se não me falha a memória, apenas oito. É para mim, notável que, muito dos poucos membros não têm tempo de vir aqui sempre, mas de qualquer forma existe ao menos alguém  acompanhando. Isso me deixa muito feliz, mas não seria nada ruim caso fosse mais. Nesse texto vou tratar de um assunto bem importante e atual e gostaria que muitos vissem.
     Tenho certeza que você já  ficou sabendo da tragédia no Rio de Janeiro. Minha amiga  saiu do Rio cinco horas antes de começar o desastre. Ela teve sorte! E fico imaginando que, assim como existem muitas famílias sofrendo agora, existem outras que podem ajudar. E a da minha amiga é uma delas, a minha, a sua... Eu, você... Nós podemos ajudar!
Quando aconteceu a tragédia no Haiti, no Chile... Todos se preocuparam muito, as pessoas se mobilizaram e descobriram o que é a união pela sua ausência. Sei que muitos ajudaram, mas não vi nada solidário ali além de pessoas sensibilizadas ao momento, só por causa da mídia, pois logo se esquecem. Só porque começou outra catástrofe se esquecem da última que ainda nem se quer teve solução. E assim caminha a humanidade, deixando para trás o problema alheio e guiando-se pelas notícias e extremos da mídia.  Sei que todos os grupos que estão passando por problemas necessitam de ajuda, mas creio que abandonar uma causa é algo deprimente. A mídia controla completamente sua ação e sua solidariedade, se é que ela existe.
    No carro, saindo do colégio direto parA um MC Donalds, estava ouvindo o rádio, era cerca de setes horas da noite e a cidade estava mais ativa do que nunca, com trânsito fluente e muitos faróis. De repente, neste plantão de notícias escuta-se que, bombeiros salvaram dois cachorros dos escombros e isso deu esperança para encontrar pessoas entre tanto estrago. Fiquei imaginando a situação... Imaginem o coitado do cachorro, imagine o coitado do ser humano. Cidade linda e maravilhosa, agora virou Veneza brasileira, só que diferente da italiana, está cheia de tristeza e muita esperança.
    Em uma aula no colégio, o professor nos contou uma triste e comovente história sobre um pai que tinha uma casa ao pé do morro, no RJ, e na hora do deslizamento não teve tempo de salvar seu filho de oito anos que gritava insistentemente por socorro, o pai, tentou salvar o filho, estavam em quartos diferentes e por isso não deu tempo. Ele tentou cavar, cavar, enquanto escutava os gritos do filho, até que mais um pouco de areia no cômodo em que a criança estava e não  ouviu-se mais nenhum grito de socorro, apenas silêncio. Mais tarde, os bombeiros encontraram o corpo do menino cheio de lama e o entregou ao pai. Imagino a dor que o pai sentiu e é impossível não se emocionar.  A esse pai e a tantas pessoas que perderam antes queridos, meus pêsames. Sei que é tarde para qualquer arrependimento, culpa, pêsames ou consolo. Resta agora seguir em frente e acreditar. Tenho certeza que ninguém vai com os anjos na hora errada, pode até ser triste, mas é a vida, concordo que poderia ser menos trágico, mas não contestemos insistentemente os caminhos pelos quais a vida nos leva.
    Não há como evitar chuva fora de época, não acredito no aquecimento global, nem por isso deixo de cuidar do planeta, não creio que devemos nos culpar. Apesar de que, seria bom se o cidadão desocupado começasse a jogar lixo no lixo e parar de encher os bueiros provocando enchentes. iSSO É UMA QUESTÃO DE EDUCAÇÃO.
    Pensemos no futuro, deixemos o passado para quem tem tempo de rastreá-lo, não importa agora se temos culpa ou não sobre as catástrofes da natureza, podemos melhorar e aprender com esses erros que se repetem há muitos anos. Sei que temos meios de nos unirmos por um mundo melhor, por vidas mais dignas. Podemos ajudar o Rio de Janeiro, o Haiti e tantos outros lugares que necessitam. Precisamos pensar duas vezes antes de comprarmos muita coisa desnecessária e pensar nos que não possuem nada e que, se todos  doassem um pouco do que podem, teríamos aí, uma grande revolução.
   Não dá para resolver os problemas de nossa raça se não estivermos juntos em prol disso. Não deixemos de lado o Rj antes que ele volte a ser o mesmo. Maravilhoso não é só o Rio, é todo nosso Brasil. E nossa cidade da Bossa nova nunca deixará de ser o RIO DE JANEIRO. O resultado não é aquilo que se possa ver e sim como se vê.
   São Paulo já teve muitas enchentes, pena que o Rio tenha mais morros onde as pessoas derrubam a vegetação para construir casas, tirando de lá as raízes que seguravam o solo fino, fazendo com que chuvas fortes empurrem o solo para baixo atingindo quem lá estiver. E por outro lado, SP , é cheia de industrialização e ruas sujas...
  Ao Rio, mando "Aquele abraço" ! E muita esperança. Poderia ser pior. Ás vezes é preciso acontecer coisas assim para vermos que existem coisas mais importantes além das  paredes de casa. É a hora de ser mais que brasileiro leal, é hora de ser humano.  Quer tentar?


Bárbara Sodré

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