Entendendo nosso mundo de estações

Era aquele o meu mundo... Eu sabia desde que acordei dos meus sonhos. Eu senti. Quando vieram os problemas e angustias, eu dormi, e enquanto sonhava, estava no inverno. Era frio e eu parecia ter medo e não ter proteção; eram ventanias levando consigo as folhas de meus sonhos.

Depois, eu dormi novamente. No outono, eu estava em busca de sonhos, recomeçando um novo ciclo, deixando para trás o que se foi e nascendo com as manhãs. Era outono! As folhas caíam, as flores estavam em pleno processo de crescimento, e era eu que junto a elas crescia, também.

Dormindo novamente, eu senti que estava tudo diferente naquele mundo: as flores eram vivas e cheirosas e toda brisa se espalhava como uma criança correndo entre as colinas. Vinha aquela chuva fina entre os raios de sol e as árvores tinham suas folhas novamente. E eu, dentro de mim, acreditava novamente na vida, havia vencido os problemas, tinha ido em busca de sonhos e em mim também era primavera. Era tudo tão lindo, e as flores estavam por toda parte, o sol brilhava entre tantas elas, e logo uma brisa soprava e tinha perfume de primavera, de sol tocando no mar, de água fresca no vale, e isso era porque eu estava em um novo amor, em novas amizades e sonhos... Era verão!















E sempre será assim dentro de mim. Foi isso o que aprendi. Nossa vida é um sonho, dentro dele dormimos para mais tarde acordar. E dentro de nós há quatro estações que estão intensamente ativas dentro de nossa alma, e o que importa é aprendermos que depois do inverno ainda existe um verão. Que cada estação da natureza tem sua função com o ambiente, e cada estação dentro de nós tem sua função com nossa alma.

Grandes vitórias necessitam de grandiosas batalhas.

Um mundo de estações.














Bem - Vindo, welcome, bienvenida, willkommen, accueil, Добро пожаловать e benvenuto!!

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Bárbara Sodré





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quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Não teria graça


Quantas vezes não queremos voltar atrás? Mudar a cena, fazer tudo de novo? Mas num dá! Somos imperfeitos tentando deixar tudo perfeito. Difícil tarefa essa. Mas tudo seria muito fácil se pudéssemos voltar atrás, seria tudo sem graça em viver. Não teria graça aprender, seríamos mais desleixados do que somos. Seriamos donos do tempo e não somos capazes de sermos donos do nosso próprio mundo, quanto mais do tempo que não é de ninguém, algo involuntário e ligeiro, independente e passageiro..
  Não teria graça voltar no passado, concertar tudo, deixar o futuro mudado. Aonde iríamos parar e qual lição iríamos valorizar?
Creio que seja melhor sermos imperfeitos e vivermos tempos perfeitos que não voltam, não perdoam, não esperam, apenas param e quem viveu, viveu, mas só viu quem não ficou, não desistiu; continuou, persistiu e por isso viu!

Bárbara Sodré

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