Entendendo nosso mundo de estações

Era aquele o meu mundo... Eu sabia desde que acordei dos meus sonhos. Eu senti. Quando vieram os problemas e angustias, eu dormi, e enquanto sonhava, estava no inverno. Era frio e eu parecia ter medo e não ter proteção; eram ventanias levando consigo as folhas de meus sonhos.

Depois, eu dormi novamente. No outono, eu estava em busca de sonhos, recomeçando um novo ciclo, deixando para trás o que se foi e nascendo com as manhãs. Era outono! As folhas caíam, as flores estavam em pleno processo de crescimento, e era eu que junto a elas crescia, também.

Dormindo novamente, eu senti que estava tudo diferente naquele mundo: as flores eram vivas e cheirosas e toda brisa se espalhava como uma criança correndo entre as colinas. Vinha aquela chuva fina entre os raios de sol e as árvores tinham suas folhas novamente. E eu, dentro de mim, acreditava novamente na vida, havia vencido os problemas, tinha ido em busca de sonhos e em mim também era primavera. Era tudo tão lindo, e as flores estavam por toda parte, o sol brilhava entre tantas elas, e logo uma brisa soprava e tinha perfume de primavera, de sol tocando no mar, de água fresca no vale, e isso era porque eu estava em um novo amor, em novas amizades e sonhos... Era verão!















E sempre será assim dentro de mim. Foi isso o que aprendi. Nossa vida é um sonho, dentro dele dormimos para mais tarde acordar. E dentro de nós há quatro estações que estão intensamente ativas dentro de nossa alma, e o que importa é aprendermos que depois do inverno ainda existe um verão. Que cada estação da natureza tem sua função com o ambiente, e cada estação dentro de nós tem sua função com nossa alma.

Grandes vitórias necessitam de grandiosas batalhas.

Um mundo de estações.














Bem - Vindo, welcome, bienvenida, willkommen, accueil, Добро пожаловать e benvenuto!!

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Bárbara Sodré





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sexta-feira, 13 de agosto de 2010


Poema escrito para um trabalho de história


Roubaram uma cultura, desvalorizaram um povo, desfizeram famílias....
E como se não bastasse, os vendaram feito mercadorias.
 Não apenas enganaram um povo,
 retiraram de suas mãos o direito autônomo sobre sua cultura.
Nos dias difíceis que vieram, souberam como ninguém apreciar a lua, o sol, o mar, o vento e a chuva. Sofreram com injustiças, apanharam e foram mortos, muitos jogados ao mar, como animais sem alma, imprestáveis com prazo de utilidade.


 Que triste! Retiraram de seus lares, arrancaram-nos de suas terras,
 Os nativos encantados, mal podiam imaginar, que aquela chegada de gente “branca”, muita coisa iria mudar.


E meio a uma longa viagem, viu-se ali o que até hoje podemos provar:
Negros sujos, escravos suados, quase mortos de tanto sofrer, deitados em chão imundo, sem comida digna para comer, maltratados como bichos, sendo que nada tinham feito. E mesmo que tivesse algum erro cometido, que ser humano merece ser exposto a tão grande perigo injusto e maldoso? Tudo isso, apenas por ouro e riquezas.


Levados em correntes pesadas, mulheres sem roupa, sem nada, crianças perdendo da vida o melhor: o sonho, a infância e o amor. Homens desacreditados, feridos e maltratados, meio a tanto horror. 
 Uma raça ferida eternamente por caminhos sangrentos, por injustiças penosas, preconceitos que permanecem até hoje... Perderam muitos... Perderam seus ideais.

 Chegando em terra, poderiam acreditar que, depois de uma viagem triste, onde tantos corpos foram jogados ao mar, algo poderia melhorar. Mas, aconteceu o pior, foram vendidos como mercadorias, trocados como objetos, separados de suas famílias, sem amor, identidade e afeto.

Daí em diante, nosso país foi construído por suas mãos,  meio a tanta escravidão, devemos algo a eles.
Hoje, a sociedade, uma parte que luta por eles, outra parte sem face, sem dignidade, sem cultura e sem inteligência, que teima proceder com preconceito, ignora-os, não olha nos olhos dos negros.

 Fixa na mente, a tão estúpida idéia que negro é “preto”, é suado, calejado e não merece respeito. A esses, meus pêsames; dormiram nas aulas de história, não ouviram falar dos navios negreiros, da história do negro, que pode ter sido suado, calejado e queimado pelo sol,mas,tudo isso, foi por trabalho, humildade.
Pescados pelo “anzol” do homem branco, que chegou em suas terras lhes tentando um sonho inalcançável, esperanças de promessas que nunca chegaram.

Mesmo em tanto sofrimento, não desistiram de cantar, lutaram para manter viva a chama de suas terras locais, lutaram acreditando na dança, no canto, deixando heranças culturais, de bom coração.

E aos preconceituosos, saibam que todo brasileiro que vive hoje, vive por que há muitos anos, certos negros (suados, calejados e queimados), trabalharam em solo nosso e construíram com humildade, esperança e muita força o que hoje aqui temos. Cuidaram do nosso solo, então por que agora, não lutemos por eles?

 BS

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