Entendendo nosso mundo de estações

Era aquele o meu mundo... Eu sabia desde que acordei dos meus sonhos. Eu senti. Quando vieram os problemas e angustias, eu dormi, e enquanto sonhava, estava no inverno. Era frio e eu parecia ter medo e não ter proteção; eram ventanias levando consigo as folhas de meus sonhos.

Depois, eu dormi novamente. No outono, eu estava em busca de sonhos, recomeçando um novo ciclo, deixando para trás o que se foi e nascendo com as manhãs. Era outono! As folhas caíam, as flores estavam em pleno processo de crescimento, e era eu que junto a elas crescia, também.

Dormindo novamente, eu senti que estava tudo diferente naquele mundo: as flores eram vivas e cheirosas e toda brisa se espalhava como uma criança correndo entre as colinas. Vinha aquela chuva fina entre os raios de sol e as árvores tinham suas folhas novamente. E eu, dentro de mim, acreditava novamente na vida, havia vencido os problemas, tinha ido em busca de sonhos e em mim também era primavera. Era tudo tão lindo, e as flores estavam por toda parte, o sol brilhava entre tantas elas, e logo uma brisa soprava e tinha perfume de primavera, de sol tocando no mar, de água fresca no vale, e isso era porque eu estava em um novo amor, em novas amizades e sonhos... Era verão!















E sempre será assim dentro de mim. Foi isso o que aprendi. Nossa vida é um sonho, dentro dele dormimos para mais tarde acordar. E dentro de nós há quatro estações que estão intensamente ativas dentro de nossa alma, e o que importa é aprendermos que depois do inverno ainda existe um verão. Que cada estação da natureza tem sua função com o ambiente, e cada estação dentro de nós tem sua função com nossa alma.

Grandes vitórias necessitam de grandiosas batalhas.

Um mundo de estações.














Bem - Vindo, welcome, bienvenida, willkommen, accueil, Добро пожаловать e benvenuto!!

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Bárbara Sodré





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domingo, 15 de maio de 2011

Um dia das mães parecendo Natal




 
A chuva fina caía e o frio era quase perfeito,porém, somente se você estivesse embaixo das cobertas... Mas podriae ser um pesadelo, como naquela casinha, quase caindo aos pedaços, sem vidros na janela e goteiras incessantes.
  Àquela noite não era diferente de uma noite fria. Antônio tremia no colchão velho e fino que dividia com a irmã caçula, Susana. Seu cobertor era tão curto que quase não cobria Susana, que era miúda que só! A irmã parecia dormir, assim como, Alberto, seu irmão “do meio” que era gêmeo de Estela. Antônio parecia desconsolado. A mãe, tentava acender a lamparina que volta e meia apagava... Ela não descansava há uma semana. O trabalho novo de garçonete em um bar perto, sobrecarregava todo seu tempo, e, enquanto não trabalhava servindo clientes bêbados, cuidava dos filhos... Da febre de Estela e da falta de dinheiro para conseguir remédios...
   Antônio, o mais velho, quando, finalmente, a lamparina resolver funcionar, reparou, no reflexo da luz, uma gota... Gota de quê? Água salgada de preocupação, de amor... Com Estela dormindo em seu colo, a mãe chorava, e enquanto chorava, parecia fazer uma oração. Ela ainda acredita em Deus... Antônio tinha suas dúvidas... Mas será que ele existe? O padre na igreja diz que sim... Mamãe acredita, então há de ser...
  No dia seguinte, com dona Hilda no bar, Estela, um pouco pior que à noite passada, aos cuidados da vizinha e Antônio tendo de cuidar de seus outros irmãos à caminho de uma pequena escola improvisada na região... 
   Foi nesse dia que Antônio ficou sabendo da grande novidade! Dentre dois dias seria Dia das Mães. O menino ficou tão entusiasmado que nem prestou atenção nas contas de matemática... Cento e vinte mais noventa e nove? Não importava... Dois dias eram suficientes... Então, ele teve a idéia de dar à sua mãe um presente inesquecível, algo que a deixasse mais linda, vaidosa e elegante... Ele não conhecia muito bem o significado dessas palavras... Tinha certa dificuldade na leitura... Mas sabia do que tinha visto nas capas de revistas em banquinhas, que as chamadas artistas famosas, eram lindas, pois se arrumavam e usavam bolsas, roupas lindas... Antônio lembrou-se do rosto da mãe na noite passada. Da lágrima que caía e então, resolveu ir. Deixou Susana na responsabilidade de Alberto. Diga à mãe que logo volto... Ela vai gostar.
   Antônio passou dois dias inteiros trabalhando como entregador de panfletos para um circo. Quase comprou uma blusa nova para a mãe, com bordado azul e flores brancas ressaltadas... É presente pra minha mãe, moça... Mas ele não ficou lá pra terminar de dizer, na mesma hora, saiu para ver, do outro lado da rua, um frango assado girando no forno da padaria. Esqueceu-se das capas da revista. Ele, nem seus irmãos e sua mãe, nunca haviam comido um daqueles! Antônio comprou o frango. Com o pacote na mão, o menino, corajoso que só, enfrentou a noite sozinho até chegar em casa. Suportando o cheiro do frango em contraste com seu estômago doendo.  Dona Hilda estava aflita. Quase murcha de tanta lágrima soltar. Alberto e Susana estavam sentados no colchão murcho... A mãe de Antônio levantou-se, soltou um grito e agarrou o menino. O abraçou... Era seu filho de volta! Era Antônio!
   Era dia das mães... A família Silva teve frango assado no jantar pela primeira vez na vida... Dona Hilda não aplicou castigo a Antônio; o clima estava um pouco quieto.
Estela que, quando Antônio chegou, estava deitada ao lado dos irmãos, continuava pior. Mas um olhar de esperança surgiu em seus olhinhos cansados.  Era dia das mães. Era Antônio de volta. Haveria frango assado no jantar... isos lembrava o natal das revistas e do bairro vizinho...
  Não importava o que aconteceria depois... Se Estela estava insuportavelmente doente ou, se as goteiras continuavam lá... A esperança foi unânime, o coração de Dona Hilda se encheu de novo. Ela parece feliz, agora. Pensava Antônio... E isso bastava para ser inesquecível.  

 Bárbara Sodré


 Eu espero que cada um de nós seja sempre capaz de dar valor à mãe que tem. Seja ela como for. Que você seja capaz de compreender o quanto é imenso seu merecimento e o quanto importa a elas que  levemos um guarda-chuva ao sair, ou, simplesmente tomemos cuidado com quem andamos e com o ser humano que nos formamos.
  Nossas mães são nossos anjos. São nossas amigas e amigos também dizem  EU TE AMO. Diga isso a sua mãe sempre que puder.

  

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