Entendendo nosso mundo de estações

Era aquele o meu mundo... Eu sabia desde que acordei dos meus sonhos. Eu senti. Quando vieram os problemas e angustias, eu dormi, e enquanto sonhava, estava no inverno. Era frio e eu parecia ter medo e não ter proteção; eram ventanias levando consigo as folhas de meus sonhos.

Depois, eu dormi novamente. No outono, eu estava em busca de sonhos, recomeçando um novo ciclo, deixando para trás o que se foi e nascendo com as manhãs. Era outono! As folhas caíam, as flores estavam em pleno processo de crescimento, e era eu que junto a elas crescia, também.

Dormindo novamente, eu senti que estava tudo diferente naquele mundo: as flores eram vivas e cheirosas e toda brisa se espalhava como uma criança correndo entre as colinas. Vinha aquela chuva fina entre os raios de sol e as árvores tinham suas folhas novamente. E eu, dentro de mim, acreditava novamente na vida, havia vencido os problemas, tinha ido em busca de sonhos e em mim também era primavera. Era tudo tão lindo, e as flores estavam por toda parte, o sol brilhava entre tantas elas, e logo uma brisa soprava e tinha perfume de primavera, de sol tocando no mar, de água fresca no vale, e isso era porque eu estava em um novo amor, em novas amizades e sonhos... Era verão!















E sempre será assim dentro de mim. Foi isso o que aprendi. Nossa vida é um sonho, dentro dele dormimos para mais tarde acordar. E dentro de nós há quatro estações que estão intensamente ativas dentro de nossa alma, e o que importa é aprendermos que depois do inverno ainda existe um verão. Que cada estação da natureza tem sua função com o ambiente, e cada estação dentro de nós tem sua função com nossa alma.

Grandes vitórias necessitam de grandiosas batalhas.

Um mundo de estações.














Bem - Vindo, welcome, bienvenida, willkommen, accueil, Добро пожаловать e benvenuto!!

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Bárbara Sodré





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quinta-feira, 29 de abril de 2010

João, o ausente

No dia 27, aconteceu algo muito fora do comum comigo e minha amiga.  Mas antes, quero dar algumas explicações. Tenho passado por momentos muito difíceis há uma semana e meia. Perder a quem amamos é algo natural da vida, mas dói, dói muito. Meu coração tem estado triste, minha alma tem silenciado. Para quem nunca passou por isso, digo que a dor vem na alma da gente e quem passou, sabe. Tenho feito luto nos últimos dias, aqui no blog inclusive. Os últimos textos trataram-se de minha dor, mas tenho estado melhor, voltado a recomeçar novamente, e aprendido a conviver com a dor "almática".
Escrever é minha vida, e preciso disso, preciso escrever. Não posso parar enquanto o tempo voa. Bóra pegar o caminho que segue sempre em frente.
    Pois bem, como introduzi  na primeira frase, o que vou contar é um caso muito divertido que vivi há três dias. Imaginem, era terça-feira, e há cerca de um mês e meio, a querida professora de português e RED inciou um trabalho sobre ortografia e expressões linguísticas. Minha sala, muitoo grande, com apenas dezessete alunos, rs pois é, foi dividida em grupos. No meu grupo ficou eu, minhas amigas Mah e Luh e o mais bagunceiro da classe, nosso querido amigo, Bibi. O objetivo do trabalho era apresentarmos todo o conteúdo a nossos colegas de classe e à profesora, é claro.
    Partindo do trabalho de língua portuguesa, com a ausência da professora por alguns dias, tive mais tempo para organizar as coisas, mas como de costume, deixei quase tudo pra cima da hora. Levando em consideração alguns dias que não tive condição emocional para tal... Finalmente no dia 27 meu grupo apresentaria o trabalho. Eu estava muito ansiosa, afinal, os slides estavam lindos. Faltava só uma coisa: os folders com os exercícios e explicações do conteúdo apresentado. Tudo bem, tinha o pen drive com o conteúdo do folder, todo lindo, editado e colorido no programa Publisher.  Estava eu, Rêh e Juh na Midiateca fazendo um trabalho de matemática e brincando de guerrinha de papel, foi aí que me lembrei dos folders, quando estávamos saindo. Passei na cabine principal da midiateca, super tranquila, pedi dezzoito impressões do folder. Foi aí que, me lembrei de uma outra vez  e a moça que faz a impressão também admitiu: o PC de lá não tinha aquele programa, era impossível imprimir.
     O que fazer quando uma coisa dessas acontece, sendo que, seu trabalho é pra hoje? Merda! Veio uma luz e inspirou Reh, a ter a seguinte recordação de que, tinha uma papelaria ao lado da casa dela, alguns metros do colégio. Que ótimo! Merda pra gente! (Como diziam os atores de teatro antigamente, como desejo de sorte).
Eu e reh deixamos Juh, nossa querida amiga que estava confinada e obrigada a não sair do colégio. Pegamos o caminho mais longo pois, a reh queria que eu conhecesse sua casa. Chegando na papelaria, as moças de lá nos trataram com muito "mel". Nos chamaram de: "meu amorzinho". Bléé! Vejam só o que tivemos que aturar.
   " Moça, por favor, quero tipo um livrinho sabe? Pode ser tamanho médio. Dezoito cópias"
  " Livrinho?" A desinformada perguntou, e continuou: " Ah, perai. ôh fulana, você sabe fazer frente e verso, tipo livrinho aqui?" A outra então respondeu: " Ué bem, é só colocar na sei lah o que... e.... " Bem, não me recordo do diálogo por inteiro, só sei que elas falaram, falaram e chegamram a  seguinte conslusão: " Ah, não sei como faz não!" Gritou uma. A moça que estava mexendo pra mim me disse: " Vixi! Não vai dar não, pra fazer do jeito que você quer. Ter como, até tem, mas nós não sabemos"   " Ah! Sério moça? E agora? Preciso disso hoje."  Veio uma luz nela e ela disse algo que me deu um pingo de esperança: " tem um moço aqui que, ele faz do JEITO QUE VOCÊ QUISER. Ele vira, faz frente, verso...É o joão"  Meus olhos deviam estar brilhando de esprança. " Mas, dá pra ele fazer tipo livrinho?" "Dá! DO JEITO QUE VOCÊ QUISER, ELE FAZ" Essa última frase me enfeitiçou, que ótimo! O cara faz um negócio que já estava caprichado, ficar mais lindo. Por fim, a moça disse que ele estaria lá meio dia e meio, e disse que eu poderia deixar meu pen-drive, assim, caso ele chegasse, ja ia fazendo.
      Eu e minha amiga querida, paramos para almoçar no SubWay, comemos, até que deu meio dia. Voltamos na papelaria para verificar se o João havia chegado. Não. Voltamos para o colégio, procuramos quem nos passasse uma parte da tarefa de matemática que não entendemos. Ninguém lá, só a Juh, viciada em livros, lendo como sempre. Foi aí que são Pedro ajudou, ele mandou chuva forte pra gente! Pelo amor de Deus! Uma hora diminuia, outra aumentava. Quase briguei com São pedro. 12:30 hs, hora de ver o João! Lá fomos nós, correndo, dessa vez pelo caminho mais rápido, com as blusas de frio prevenindo uma possível pancada de chuva, era São Pedro que, de tanto rir da gente, chorou.
    Voltamos frustradas ao colégio, o João não estava lá, imprimimos o folder em folha sulfite grande mesmo. Ah, João... Ah se você soubesse! E  exaltei a voz na rua: " João, cadê você?"  Decepcionadas,c ansadas, meu cabelo uma merda, minhas perspectivas fracaçadas... rs E uma grande amiga junto comigo, vivendo tudo isso. A reh nem era do meu grupo, ela foi de amigona que é mesmo... Valeu.
   No fim das contas, tirei xerox da folha, eu, Reh e Mah passamos o recreio grampeando tudo... E quando chegou a aula. Bem, a aula passou, passou... E nós não apresentamos nada! Simplesmente, a aula foi ocupada por outras atividades. Ah, como é difícil!
   No dia seguinte, seria finalmente, a apresentação, mas a querida professora infelizmente não pôde comparecer... Aliás, eu e Reh lamentamos muito nesses últimos dias pela ausência dela. Esparamos vê-la novamente nos chamando de Baby.
 E quanto ao João... Pensa que esqueci dele?

  O João nos deixou de "jão"! Cadê você João?


OBS: Jão = gíria que significa deixar no "vácuo". É quando te dão um fora, ou marcam um passeio e não comparecem. Não perguntem a origem desta giria, estranha é. Mas é o que eu digo... Sei lah! :)

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Triste

 É estranho pensar na partida. É inútil tentar encontrar razão, é como tentar encontrar vida em outra planeta: ninguém sabe, ninguém nunca pôde ver e saber, não sabemos como é e se realmente é. É estranho pensar que você não existe mais, e isso dói, dói muito. Por mais que eu tenha sorrido e cantado ultimamente, é pra ver se você me escuta. É pra ver se continuo a mesma. Mas ainda é cedo, e o que você pensa? Ainda pensa?  Eu tenho tentado me distrair, tenho dado gargalhadas com amigos, tenho cantado, brincado e tenho sorrido. Mas, as vezes, a distração não é forte o suficiente para cessar minhas lembranças, para interromper a lágrima cai, nessas horas, meu coração esvazia e penso só em você. Será que ainda existe? Seria muito injusto se a vida acabasse assim. Do nada! Tem que ter um outro lado, uma razão... Se não, tudo o que vivemos, as pessoas que amamos, os princípios aos quais valorizamos, não teriam sentido, não faria noção alguma, sentido algum, razão nenhum.
  Por que as pessoas têm que ir quando seria bom ficar?  Precisaria ver o mar... Para esquecer.
Sinto tanto pela realidade as vezes. Poderia ser menos complicado. É triste saber que um dia somos separados das pessoas que realmente importam, não sabemos para onde vão e um dia iremos também. Ah, que sensação indescritivel, que vazio que vem, junto a um silêncio absurdo e incômodo.
  Que impotência tamanha. É horrível pensar, terei que sempre me lembrar, lágrima teimosa, que teima cair.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Silence

Quando chega a noite, tenho vontade de não deitar, pois sei que logo terei que acordar, e isso significa que, terei que pensar. Isso não me fará suceder. Quando chega a noite quase não consigo dormir, é o pior horário, a pior hora. O silêncio toma conta de tudo e de todos, e com certeza parece que já não há mais volta. Agora, quando chega a noite, não consigo rezar por muito tempo, vem uma lagrima. Lamentos...
 Ah, mas que droga é esta? Pois, quando chega o dia não vejo a hora que chegue a noite, qualquer coisa que eu faça de alegre parece um desrespeito a quem se foi. Mas que confusão é esta? O dia é tão vazio quanto a noite. Não consigo por as ideias no lugar e tento disfarçar, com truques que só mágicos sabem fazer, mas não sou mágica. Sinto muito.
   Dentro de mim? Há muita coisa, porém minha alma silenciou totalmente, vejo-a triste por entre pantanos e florestas. Gostaria de vê-la correndo por entre colinas ensolaradas novamente. É tudo tão onfuso que, perdi a melodia, já desaprendi a tocar a canção. Preciso de forças. Talvez por enquanto seja cedo, talvez eu esteja correndo mais rápido que o tempo, querendo melhorar antes que a ferida seque. "Tenha paciência!" Pois é, tenha a formula mágica de como ter paciência, que eu tomo, sem nenhum problema.
  Dizem que a vida é curta e que o dia de ir embora sempre chega, sem excessões. Sempre acreditei nisso e agora, acredito ainda mais. Você pode amar uma pessoa e conhecê-la há dois meses ou você pode apenas gostar de alguém e conhecê-lo há muitos anos. A vida passa rápido, e no fim... Bem, no fim você vê que muitas cooisas não fazem sentido. Você percebe que poderia ter sido mais legal as vezes ou mais severo outras, e tudo o que mais quer é poder viver tudo de novo. E o mais engraçado é que, se isso acontecesse, você faria tudo perfeitamente igual. Somos escravos de nossas emoções, mais fracos que nós mesmos e mais fortes que qualquer obstáculo.
   Tudo está muito estranho, não tenho previsões de quando voltarei a ser como antes, preciso pensar em algumas coisas, mas na verdade não quero pensar, por que quanto mais penso, mais as coisas se misturam, me distraio com outras coisas e pronto: esqueci o caminho pelo qual estava refletindo. Ao mesmo tempo, preciso pensar, pois tenho a necessidade imensa de saber que as coisas estão organizadas.
Como vai ser agora? E os planos tão esperados? E as fotos estampadas pelo quarto? As cartas escritas... Que droga é isso! Vejam só o que a vida fez. Que injusto. Por quê? Pensar que poderia ter sido mais tempo, pensar que não dá para voltar e mudar tudo.
   Não se desesperem, mas vou dizer, se pudesse ser adulta agora,me acabaria numa caixa de bom-bom e num litro de Vodka. Por enquanto, fico só na coca-cola.

domingo, 18 de abril de 2010

sábado, 17 de abril de 2010

Ufa! Cheguei.

"Ufa! Cheguei". Essa pode ser umas das expressões de quem chega em casa depois de passar por um dia exaustivo.
Ufa, como é bom estar em casa! Como é bom tirar os sapatos ao chegar em casa, depois de um longo e exaustivo dia. Nada melhor, nada mais leve e prazeroso do que tirar os sapatos e saber que, enfim, chegou-se ao lugar desejado. Sua casa pode ser para você seu paraíso, seu esconderijo, seu lar, ou sua pousada ( essa, para os que nunca param em casa). Ah, que bom é estar em casa!
Tirar os sapatos dá aquela sensação caseira e aconchegante, segura e leve. Te deixa melhor, te alivia, te faz realmente feliz estar em casa e tirar, finalmente, os sapatos. Digo isto porque sei disso, e você, sabe disso? Apesar de ser ruim ter um dia cansativo e exaustivo, você sabe que no fim do dia haverá o grande momento de tirar os sapatos e apenas relaxar.
Por isso, quando sair de casa, saia contente, mesmo que sabendo que o dia será exaustivo, vá! Mas, vá feliz! Há muitos que não podem sair de casa e ver o mundo,há muitos que preferem ter um dia exaustivo lá fora a ficar em casa, mofando no sofá. Alguns ficam mofando em casa, todos os dias, dizem ser bom, mas no fundo querem se exaustar também.. Portanto, ao sair de casa vá contente, trabalhe muito e não lamente, vá, siga sempre em frente, esqueça os erros, e lembre-se do aprendizado, viaje pela cidade ou pelas ruas de seu bairro, nãos e diexe levar pela tecnologia e pelo mundo. Conheça as pessoas que fazem parte da sua vida: desde seu melhor amigo até o ajudante da lanchonete em que você costuma tomar um lanche. Vá, e viva seus dias exaustivos, descanse outros, mas não "mofe" em todos. E quando enfim chegar em casa, chegue e tire os sapatos e diga: " Ah! Como é bom chegar em casa".
  Simplesmente agradeça sinceramente, ao chegar em casa, chegue como se houvesse anos que não chegava e tirava os sapatos, experimentando aquela sensação maravilhosa, que apenas aqueles que, vivem seus dias exaustivos podem ter no fim do dia. Ufa! Cheguei!

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Uma arte, um dom


 Penso que escrever seja a arte de relatar o que a gente vê, traduz as emoções e precisa descrever mais que em pensamentos e palavras. É a sede de deixar marcado o que um dia existiu, não precisa ter existido daquela forma objetiva e realista, pode ter sido na alma de alguém, nos contos de fada de uma criança. A palavra chave é: imaginar. É saber ler as palavras de uma forma que se construa em sua mente a perfeita imagem do que se lê, do que se escreve.
  É assim... Uma tremenda ilusão. Pois, traz aos que têm o desejo de ter o que se lê, de estar onde só se pode imaginar. É ilusão, pois enquanto a realidade passa você se mergulha em fantasias inimagináveis, porém, que alguém conseguiu imaginar.
     Vamos combinar, é uma arte, é um dom, é o sentir mais delicado, é a emoção a  flor da pele, é dividir com os que virão e com os que aqui estão o que se tem. É deixar guardado para o futuro o que um dia esteve presente. Escrever... É uma arte! Portanto, também é uma escultura feita em letras, traduzida em emoções. É liberta, pois liberta e foi libertada, criada para ser livre e levar asas a quem lê, tão astutas palavras que se juntam por uma idéia. Escrever, como me encanto por isso.
  Escrever é o que está aqui, é o que quero expressar a cada instante, toco minha alma quando falo em escrever, quero tocar a alma de quem lê, modificar meus pensamentos ao escrever, quero ser melhor em ser assim, levando ao leitor o que há de real e irreal em mim.
      

Amizade

....Por que amigo é perola
não da pra escolher, tem que ser.
Por que amigo é perola, é o caminho pra ser alguém
A sua identidade, seu amigo, suas amizades, dizem de você, quem você é. Quem é vc?
É uma luz? É um sonho? É tão lindo, longínquo tamanho? Coração humano pode ser celestial;
É o amigo! É um irmão, dá-se uma ajuda, dá-se um coração.
Vira teu rosto, só que, sorria! Sorria para o mundo e abrace os amigos.
Não deixe passar a chance de dizer palavras simples como, amo você.
Não fuja de seus problemas, corra até eles e mostre o quanto é capaz.
A vida é uma vida em uma só. Aproveite esse tempo, seus amigos querem você por perto, estando longe ou em mesma sintonia. Não deixe de estar lá, esteja lá e depois esteja sozinho se quiser, por que talvez, mais tarde, estar lá, seja tarde de mais.
Acredito que no fim tudo dará certo, estando longe ou estando perto. A questão é que as coisas melhoram quando são feitas da maneira certa, no fim são o que são, só que modificadas.
É tudo aquilo o que se faz,se vê, mais nada.

Bárbara Sodré

sexta-feira, 9 de abril de 2010

De bem com a vida

 Posso dar um conselho? Assista o filme " De bem com a vida"

   Uma das mensagens mais bacanas é que a gente só dá valor a algo quando está prestes a terminar.  É nessa hora que o brilho fica mais forte e queremos  tudo mais que tudo. Por isso, devemos dar valor às pessoas e a possibilidade de  fazê-las felizes, hoje.  É mais importante um gesto do que mil palavras, e já que a gente nunca sabe do amanhã que tal fazer hoje? Pode não dar tempo de muita coisa.
  Esse filme traz muito mais que tais lições, traz outros ensinamentos, mas além disso e de ser muito engraçado, faz você se emocionar e aprender. Gostei bastante!

  Todo mundo deve ficar velho um dia. Deixe que as rugas venham, elas representarão sua sabedoria, só não deixe envelhecer o que há de melhor; o coração. Faça com que ele se renove a cada dia, como uma criança a procura de um colo que está sempre disposta a sorrir.
    Não procure botox, nem plásticas... Envelhecer é muito mais que ter rugas na cara. Há jovens de oitenta anos e velhos de apenas dezesseis.

Bárbara Sodré

Curta e longa, porém inesquecível

Acredite mesmo quando tudo parecer difícil
 Não se importe com comentários alheios, ninguém sabe o que se passa com você além de você e Deus. Fique tranquilo porque a vida é leve e curta, mas não tão curta assim, ela pode durar o tempo suficiente para ser inesquecível e valiosa. Cuide sempre dela. É inevitável que nossos pais fiquem doentes e que um dia se vão, acredite, eles já viveram pra caramba, e viveram bem porque têm filhos amados.
   Nossos pais são verdadeiros santos na arte de aturar,nos aturaram na infância, na adolescência e não custa termos paciência com eles na velhice. Eles envelhecem, a maioria ao menos sim, e isso é muito bom! Chore quando seus pais se forem, mas não sinta-se triste. Veja como se os lugares fossem trocados. Uma hora, são eles que vão embora de casa. Mas continuam em seu coração, em lembranças inesquecíveis, você é o espelho de seus pais.
   A vida é curta e longa. Vivemos nela tudo de bom. Sorria muito, faça muito, faça silêncio e solte o verbo, não magoe as pessoas, não revide, só se for um abraço, não odeie, não bobeie, ame, tenha esperança, confie, acredite, persista e sorria. É muito chato apenas existir, vamos tentar viver um pouco mais.
  Acredite em você. Você pode mais que qualquer um! Corra contra o vento, nade contra a correnteza mas nãod eixe de correr atrás do melhor peixe, de seguir a borboleta mais linda. Todo caminho possui oscilação. A vida é o mais complexo.


 Bárbara Sodré

Rio de Janeiro, Veneza brasileira


Sei que somos poucos aqui no blog, se não me falha a memória, apenas oito. É para mim, notável que, muito dos poucos membros não têm tempo de vir aqui sempre, mas de qualquer forma existe ao menos alguém  acompanhando. Isso me deixa muito feliz, mas não seria nada ruim caso fosse mais. Nesse texto vou tratar de um assunto bem importante e atual e gostaria que muitos vissem.
     Tenho certeza que você já  ficou sabendo da tragédia no Rio de Janeiro. Minha amiga  saiu do Rio cinco horas antes de começar o desastre. Ela teve sorte! E fico imaginando que, assim como existem muitas famílias sofrendo agora, existem outras que podem ajudar. E a da minha amiga é uma delas, a minha, a sua... Eu, você... Nós podemos ajudar!
Quando aconteceu a tragédia no Haiti, no Chile... Todos se preocuparam muito, as pessoas se mobilizaram e descobriram o que é a união pela sua ausência. Sei que muitos ajudaram, mas não vi nada solidário ali além de pessoas sensibilizadas ao momento, só por causa da mídia, pois logo se esquecem. Só porque começou outra catástrofe se esquecem da última que ainda nem se quer teve solução. E assim caminha a humanidade, deixando para trás o problema alheio e guiando-se pelas notícias e extremos da mídia.  Sei que todos os grupos que estão passando por problemas necessitam de ajuda, mas creio que abandonar uma causa é algo deprimente. A mídia controla completamente sua ação e sua solidariedade, se é que ela existe.
    No carro, saindo do colégio direto parA um MC Donalds, estava ouvindo o rádio, era cerca de setes horas da noite e a cidade estava mais ativa do que nunca, com trânsito fluente e muitos faróis. De repente, neste plantão de notícias escuta-se que, bombeiros salvaram dois cachorros dos escombros e isso deu esperança para encontrar pessoas entre tanto estrago. Fiquei imaginando a situação... Imaginem o coitado do cachorro, imagine o coitado do ser humano. Cidade linda e maravilhosa, agora virou Veneza brasileira, só que diferente da italiana, está cheia de tristeza e muita esperança.
    Em uma aula no colégio, o professor nos contou uma triste e comovente história sobre um pai que tinha uma casa ao pé do morro, no RJ, e na hora do deslizamento não teve tempo de salvar seu filho de oito anos que gritava insistentemente por socorro, o pai, tentou salvar o filho, estavam em quartos diferentes e por isso não deu tempo. Ele tentou cavar, cavar, enquanto escutava os gritos do filho, até que mais um pouco de areia no cômodo em que a criança estava e não  ouviu-se mais nenhum grito de socorro, apenas silêncio. Mais tarde, os bombeiros encontraram o corpo do menino cheio de lama e o entregou ao pai. Imagino a dor que o pai sentiu e é impossível não se emocionar.  A esse pai e a tantas pessoas que perderam antes queridos, meus pêsames. Sei que é tarde para qualquer arrependimento, culpa, pêsames ou consolo. Resta agora seguir em frente e acreditar. Tenho certeza que ninguém vai com os anjos na hora errada, pode até ser triste, mas é a vida, concordo que poderia ser menos trágico, mas não contestemos insistentemente os caminhos pelos quais a vida nos leva.
    Não há como evitar chuva fora de época, não acredito no aquecimento global, nem por isso deixo de cuidar do planeta, não creio que devemos nos culpar. Apesar de que, seria bom se o cidadão desocupado começasse a jogar lixo no lixo e parar de encher os bueiros provocando enchentes. iSSO É UMA QUESTÃO DE EDUCAÇÃO.
    Pensemos no futuro, deixemos o passado para quem tem tempo de rastreá-lo, não importa agora se temos culpa ou não sobre as catástrofes da natureza, podemos melhorar e aprender com esses erros que se repetem há muitos anos. Sei que temos meios de nos unirmos por um mundo melhor, por vidas mais dignas. Podemos ajudar o Rio de Janeiro, o Haiti e tantos outros lugares que necessitam. Precisamos pensar duas vezes antes de comprarmos muita coisa desnecessária e pensar nos que não possuem nada e que, se todos  doassem um pouco do que podem, teríamos aí, uma grande revolução.
   Não dá para resolver os problemas de nossa raça se não estivermos juntos em prol disso. Não deixemos de lado o Rj antes que ele volte a ser o mesmo. Maravilhoso não é só o Rio, é todo nosso Brasil. E nossa cidade da Bossa nova nunca deixará de ser o RIO DE JANEIRO. O resultado não é aquilo que se possa ver e sim como se vê.
   São Paulo já teve muitas enchentes, pena que o Rio tenha mais morros onde as pessoas derrubam a vegetação para construir casas, tirando de lá as raízes que seguravam o solo fino, fazendo com que chuvas fortes empurrem o solo para baixo atingindo quem lá estiver. E por outro lado, SP , é cheia de industrialização e ruas sujas...
  Ao Rio, mando "Aquele abraço" ! E muita esperança. Poderia ser pior. Ás vezes é preciso acontecer coisas assim para vermos que existem coisas mais importantes além das  paredes de casa. É a hora de ser mais que brasileiro leal, é hora de ser humano.  Quer tentar?


Bárbara Sodré

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Ser psicologia

 Decidir cursar psicologia não foi algo planejado. Sei que até a faculdade tem um bom tempo ainda, cerca de cinco anos... Mas, nada melhor do que decidir agora.
  Aos sete, que queria ser espiã e pertubava minha mãe: " Mamãe, tem faculdade pra quem quer ser espiã?"  Minha mãe respondia: sim!  Aos nove anos eu queria ser veterinária, achava incrível lidar com os animais,  aos dez, descobri que escrever pode me dar asas, e eu que sempre quis voar, embarquei nessa ideia. Decidir ser escritora virou  minha meta, o meu objetivo de vida, deixei de lado os planos de casar com o Brad Pit e ter filhinhos loirinhos e passei a me focar na prática da escrita como uma mania, um habito, uma teraia, um modo de viver... Lia a quantidade possível de livros e descobri que, indo assim, eu só podia melhorar. E melhorei...
  Comecei a pensar nesse meu objetivo e a planejar, primeiro pensei nas questões econômicas, quanto ganharia no Brasil e no exterior, como faria para ir ao exterior, como conseguir muito sucesso... Vi, que tanto no Brasil como no  exteriror, no início da carreira precisaria ter uma profissão "base", que me desse bastante lucro(dinheiro) e que me agradasse. Procurei em sites de faculdades, perguntei a pessoas próximas, pesquisei na internet.... Então, pensei em lecionar, mesmo valorizando a profissão vi que não me realizaria. Pensando mais, resolvi  jogar volêi - vai que desse certo! - mas foi só um mero palpite ignorado por mim. Tentei ser modelo e atriz e consegui! Graças! Será que era mesmo a passarela e as câmeras que me aguardavam futuramente? Creio que sim... Mas creio também que, não com permanência. Hoje estou a espera de oportunidades, minha mãe invenvestiu em mim, e vai que tenha valido a pena.
   Hoje, aos doze,meio desconsalada com o assunto, comecei a perceber que todas as pessoas que conheço, de amigos a colegas, vinham falar comigo para desabafar, achei aquilo interessante e  senti minha opinião valorizada, passei a me preocupar mais ao dar conselhos. Como tudo o que acontece comigo conto a minha mãe, com isso não foi diferente, minha querida amiga e mãe disse: " Virou psicóloga?" No mesmo instante gritei: " Ahh!! Isso mesmo! P-s-i-c-o-l-o-g-i-a!!!!!!!!!!!!!" Minha  mãe não entendeu nada, eu não tive tempo de explicar, corri para meu quarto a procura de qualquer coisa,desci as escadas correndo e estava muito empolgada, pesquisei na internet tudo sobre o assunto, e cada dia mais amo a psicologia! Tenho pensado em fazer quatro faculdades ou cursos bem elaborados até os 35 anos de idade.
   Farei faculdade de psicologia no exterior, quando voltar para o Brasil farei um curso de filosofia buscando aprofundar ainda mais a qualidade dos livros que vou escrever, terminado o curso, farei letras em alguma faculdade muito conceituada no Brasil. Terminada esta, voltarei para o exterior(mais precisamente na Itália ou EUA), e farei por fim um curso de jornalismo e mestrado em psicologia e assim vai até que eu me torne uma Doutora Psicologa, formada em Psicologia em Florence, na Itália, em letras na UNICAMP, e formada em curso de filosofia, e curso de jornalismo(nos EUA).E hoje, já tenho pacientes agendando consulta. Acreditem!
    Voltando ao início do texto, escolher psicologia está sendo para mim uma empolgação incrível!  A psicologia estuda o comportamento humano, são as observações de atos comportamentais das pessoas, sejam eles cotiadianos ou não, determinando sua personalidade. Ou seja, cada ato seu, seja este o modo como arruma o cabelo, ou o modo como anda revela algo sobre você e sua personalidade, a opção por cores etc. A psicologia estuda também, os relacionamentos entre as pessoas ajudando-as a encontrarem a solução para problemas sociais, emocionais e psiquicos. Muitas vezes o paciente só precisa ser escutado.
   Nunca seria psiquiatra, pois detestaria passar remédios para meus pacientes. Ser psicologa(o) é conversar, é mais que palavras, é forma de dizer, é sorrir e mostrar ao seu paciente que você pode ajudá-lo a entender coisas que parecem indetermináveis na vida dele... Ser psicologa(o) é saber observar uma situação e tirar dela o melhor para trabalhar em cima disso. É saciar as curiosidades de entender porque somos assim, porque nos damos com uns e odiamos outros, porque uns são assim e outros não...  A nossa vida é muito curta e muito única para poucas palavras, converse sem interromper o silêncio e saiba mesmo assim ser compreendido e compreender...
 Escolhi ser psicologia.

Bárbara Sodré
   
   

terça-feira, 6 de abril de 2010

Destino mudado

 Este pequeno conto inspirado em uma aula de Técnica de Redação, é baseado na tragédia que aconteceu no Chile nos últimos meses. O objetivo é mostrar a quem não estava lá, o quanto foi difícil para as vítimas. A estória representa as dificuldades, tristezas, superações e condições vividas por quem presenciou o fenômeno.


 
O que pode acontecer quando um dia normal vira o maior acontecimento da vida de três pessoas? O que você faria se estivesse em outro país, em um lugar totalmente diferente de sua rotina? O que faria se neste lugar acontecesse uma catástrofe e você participasse dela?
     Para um grupo de adolescentes e uma professora de um instituto de ensino privado no Brasil, isso nunca seria possível. Estávamos em 2010, André, Júlia, Sofia, Manuela, Marina, Bruno e a professora de português Susi, viajaram para o Chile para representarem o colégio Salesiano, em um grande evento de premiação da América Latina. Os seis adolescentes com orientação da professora Susi, realizaram um documentário onde demonstravam a importância do patriotismo, e este, foi indicado para premiação no Chile.
    Além do pessoal do Brasil, competiram também: Paraguai, Argentina, Venezuela, Chile e Guiana Francesa.
A instituição Salesiana financiou a hospedagem dos sete em um Hotel perto do local da grande premiação.
 A viagem estava previsto durar apenas cinco dias, mas fugiu do esperado, e tudo pareceu uma eternidade. É o que você confere agora.
   André ao acordar, sentiu muita fome, ao chegar na cozinha Júlia estava lá, revirando os armários procurando alguma coisa para comer. Não encontrando nada na cozinha, os dois resolveram que alguém teria que comprar mais comida. Todos dormiam, menos Susi, que estava no sofá preenchendo alguns papéis. No mesmo instante, Sofia e Manuela acordaram e dirigiram-se para a sala do loft com uma expressão de quem acabara de acordar. Júlia e André apareceram na sala interrompendo  a concentração da professora de português.  Pediram que alguém fosse ao supermercado, Manuela como sempre divertida e espontânea se dispôs a ir; " Ah, eu vou, e  a Sofia também!"  disse Manuela sem consultar a amiga. " Ah claro! Eu também..." Confirmou Sofia.
 Susi vendo a empolgação das alunas em sair do Hotel, disse que poderiam ir apenas com um adulto por perto, ou seja, ela.
 Depois de se aprontarem, as meninas saíram com Susi rumo ao supermercado mais próximo. Passaram pelo setor de cosméticos, higiene e legumes. O supermercado não era muito grande, os setores ficavam muito perto um dos outros.
  As três estavam agora, no setor de chocolates e outras guloseimas que ficava por último no supermercado em frente a um pequeno banheiro que quase ninguém usava.  Foi quando, de repente sentiu-se um forte tremor que rachava as paredes e derrubava muitas prateleiras e pessoas ao chão. Susi, Manuela e Sofia não tinham nenhuma noção do que estava acontecendo, apenas ficaram perto uma das outras acreditando que tudo ficaria bem e que logo entenderiam o motivo do tremor. Enquanto isso no apartamento, o tremor também sacudia  a construção do prédio e assustava quem estava acordado e ainda dormindo, que era o caso dos nossos adolescentes brasileiros.
    O primeiro tremor durou cerca de cinco minutos, no supermercado havia poucas pessoas, e essas estavam separadas por prateleiras derrubadas ao chão. No Hotel, havia muitas rachaduras e todos desciam as escadas ás pessas, evitando o elevador.  Passados dois minutos, tudo começou a tremer novamente e as pessoas que desciam as escadas do hotel desciam cada vez mais em desespero. No supermercado muitas pessoas se machucavam, até que ouviu-se um estrondo muito forte, era a entrada do mesmo, desabando. As duas alunas e a professora continuavam unidas e procuravam se afastar das prateleiras, por isso foram para o pequeno banheiro. Este segundo tremor foi o último e mais forte do dia, durou cerca de dez minutos, minutos suficientes para abalar o Hotel e derrubar a construção, levando junto todas as vidas lá existentes.
    Susi e as duas meninas, mal imaginavam a catástrofe que havia acontecido na vida delas e de seus colegas... A cada segundo dos dez minutos de intenso tremor, as três só temiam que a construção do supermercado desabasse totalmente. Passados os dez minutos de tensão, mal conseguiam acreditar que estavam vivas. Ao abir a porta do banheiro, Sofia teve uma surpresa, o local estava todo empoeirado, pois metade do local havia desabado, todas as prateleiras estavam jogadas ao chão, havendo algumas passagens entre uma prateleira e outra. Uma por uma saiu do banheiro, mudas e perplexas, sentaram-se ao chão enconstadas na parede e ficaram a olhar aquela cena que, com certeza nunca mais esqueceriam. E aquelas pessoas que estavam pelo estabelecimento? Morreram? Não! Não podia ser! Isso era uma das mil coisas que passavam pelas cabeças delas.
    Pelas ruas o semblante das pessoas eram todos iguais, de choro, medo e  perplexidade.Sentadas ali, as três conversaram sobre tudo, se questionaram, tentaram imaginar motivos, tentaram acreditar que estavam dormindo.. Tentaram de tudo, conversaram muito, mas não conseguiam chegar a um bom lugar. De repente, heis que surge uma ideia. Vendo as passagens entre as prateleiras, Susi teve a ideia de passarem por entre esses espaços para ver em que lugar acabaria aquele caminho. A ideia foi posta, mas resolveram pensar antes de tudo. Passaram-se horas, e aproveitaram alguns dos chocolates derrubados ao chão para matar a fome, e para saciar a sede, tomaram água do sanitario do banheiro, pois não saia água das torneiras, meio a condições como essa e depois de tantas horas sem socorro, resolveram seguir a ideia de Susi.
Manuela era a menor e por isso seguiu na frente com mais facilidade, depois de alguns poucos metros o caminho acabou no setor de papelaria que, estava todo bagunçado assim como os outros, havia apenas alguns cadernos jogados ao chão e poucas canetas. Decepcionadas, Susi e Manuela resolveram que deveriam voltar, Sofia seguindo-as por último  antes de continuar, por gostar de escrever, pegou dois cadernos e um estojo de canetas para passar o tempo escrevendo.
     Voltaram ao pequeno local onde localizava-se o setor de guloseimas, continuaram andando em circulos, sentando e conversando, e surgiu o assunto sobre os cadernos... Sofia explicou à professora e à amiga o motivo pelo qual trouxe os cadernos e canetas.  Aproveitaram o tempo para conhecer um pouco mais de cada, as vezes se distraíam tanto que esqueciam a situação em que estavam. Começaram a escrever as sensações, os desejos de estar com a familia, de comer uma comida caprichada, de se limparem... Dormiram a noite, enquanto pelas ruas da cidade, autoridades e grupos de resgates salvavam vítimas... Naquela mesma noite começaram a vasculhar os escombros do supermercado destruído pelo terremoto a procura de sobreviventes.
   Manuela, Sofia e Susi passaram a manhã do dia seguinte escrevendo, rindo e se adapatando à situação. Rezaram muio e fizeram pensamento positivo. E assim passou mais um dia e mais outro, e outro... As buscas pelos escrombos iam ficando cada vez mais próximas de onde estavam as três. Ora ficavam tristes e dasanimadas, ora eram incentivadas por terem sido salvas  e estarem vivas... Era um caldeirão de sentimentos e questionamentos. Ter fé ou não ter, reclamar ou acreditar?
    As três escreviam naquele momento, um texto sobre a situação em que estavam, misturavam ideias e se distraíam tentando fugir da realidade. Enfim a equipe de resgaste ouve vozes e segue aquela direção encontrando a professora e as alunas. Assustadas, elas saem o mais depressa possível e são encaminhadas até a embaixada do país, onde localizava-se Valéria, coordenadora do colégio e Pe. Eduardo, um dos diretores. Receberam Susi, Sofia e Manuela com muita atenção e estima.
Além do que, durante os dias passados no supermercado desabado, as três relataram também, no caderno, o que viram pelas ruas depois do resgaste.
  " A situação, era para nós tão triste que, ver tantas casas derrubadas era também sinônimo de que muitas pessoas perderam bens importantes e vidas...  As ruas estavam cobertas de restos de construções... Muitas pessoas sujas e desoladas andando pelas ruas à procura da esperança."
   Mais tarde as três souberam da morte dos amigos e colegas, o que impulsionou  a criação do livro "O que pode acontecer... O lado da tragédia, que quase ninguém vê" ; onde contaram tudo o que viveram no Chile e na  tragédia lá ocorrida, mostrando ao mundo que além de números em estatísticas, toda grande tragédia traz consigo muitas vidas, histórias e aprendizado. 
  A vida das três nunca mais foram as mesmas. A tragédia no Chile não apenas afetou a vida da popuação chilena como a vida de Susi, Manuela e Sofia que, nunca mais seriam as mesmas.


  Bárbara Sodré e Renata Vellozo

sábado, 3 de abril de 2010

Sei lá. É sono

Sei lá.
Não me pergunte muita coisa, tenho um sono gigantesco e um gato em cima da minha geladeira.
Acabei de buscar um copo com água na cozinha, e que susto levei. Tão soberano estava aquele felino que vive comigo há alguns anos, me olhando inocentemente. Logo, há algumas horas, este meu querido amigo derrubou bolachas no chão depois de deixa-lo a sós com um quilo de ração... Quanta gula, quanta comida pra quem não vai gastar em nada!
Não pensei nisso na hora,achei engraçado, estou acostumada.
 Eu queria escrever qualquer coisa que me levasse a alguma coisa numa noite comum como aquela.
 Procurei algumas coisas interessantes na internet, achei uma teoria que me lembrou uma aula de geografia...
A teoria conta que certas informações " vazaram" e talvez o aquecimento global seja apenas mentira do cientista que o "descobriu"... Algo assim. Não gosto muito de ler textos grandes na internet, sinto desânimo, leio sem ler, só passando por cima entende?
 Agora mesmo meu felino deitou-se numa caixa de sapato que mal cabe ele dentro, realmente está comprovado para mim a teoria da irracionalidade desses animais, ou a persitência e personalidade que alguns possuem, afinal será que ele não percebe que é gordo o bastante para não caber na caixa? Pensei em tirar a caixa do lugar onde a deixei e joga-la fora, mas este meu plano foi por água abaixo quando meu caro amigo incaficou com a bendita caixa. Portanto, deixei lá.
    Dentro deste texto, particularmente ridiculo, onde só falo do meu gato apenas por falta de imaginação... Sei lá. Esqueça tudo! É sono ou falta de sonhos.

 Bárbara Sodré

Páscoa

A Páscoa é a comemoração mais linda que já vi.
Todos os dias é Páscoa. Pois, Páscoa é a certeza de que Deus renasce a cada instante. Renasce a cada novo dia.
Dentro daqueles que acreditam em seu amor.

 Bárbara Sodré

sexta-feira, 2 de abril de 2010

O que realmente valeu a pena

Ter medo não faz muito um estilo ridiculo
Afinal, quem nunca sofreu por algum motivo?
Ser forte está longe de ser frio e não conseguir chorar ou ter medo de tal coisa,
Será que demoram a perceber que, é mais forte aquele que chora e tira de seus problemas o melhor que há de ter?
 Mas, se não se enquadra ao jeito forte, não desanime, é preciso errar para aprender
 E se tudo ainda continua fraco o problema ainda deve haver.
 Viver realmente surpreende, mesmo para aqueles que ainda dizem ter todas as respostas ou a maioria delas...
  Quem sou eu para ter a verdade? Sou eu, para ter minha razão.
As pessoas que mais vi chorar são crianças. Pois, essas valorizam as coisas simples, todos nós aprendemos desde pequenos que , não é preciso uma catástrofe para estarmos abalados, aprendemos também que sorrir é uma arte que todos têm, pena que perdemos tudo isso mais tarde.
   Então, crescemos e conforme isso acontece vamos criando uma barreira, nos tornando mais frios e distantes do emotivo pois, acreditamos ser vergonhoso, fraco ou infantil. Tolos ficamos!
  Perdemos a felicidade por que optamos por perdê-la. Será mesmo que a vida é tão longa ao ponto de dar tempo de perceber seus detalhes, meio a tantas montanhas?
 Não, infelizmente, ou por motivos de percepção, felizmente, a vida é curta e as pessoas não ficam para sempre.
   É preciso amar a quem se gosta, respeitar a quem se vê, para que, mais tarde não tenha arrependimento e a dor culposa de ter perdido uma oportunidade de amor. É preciso também, deixar que as pessoas gostem de você, ser bom com elas e receber de volta o grande e fraterno respeito e deixar eternamente com os que ficam o que de bom você sempre teve. Pode até ser difícil para alguns, mas não vou julgar você, fique tranquilo. Sei que somos todos iguais,  se você tem algum defeito não tem por que quer afinal, ninguém gosta de desagradar.
     Há aqueles que não se importam com a opinião alheia, mas em algum momento gostam de agradar alguém em especial. Somos assim. Nossas vidas nos fazem reagir, nossa reação nos dá sempre uma resposta, damos nossa defesa... E seguimos nesse ritmo aluscinante. Então, as sequelas do passado (sejam elas ruins ou boas), nos dão um termo e  deste termo temos uma posição, um modo de ver as coisas, temos nossa razão e nosso motivo para sermos quem somos. Criamos  novos princípios e adquirimos nossa identidade.
   A sociedade precisa acreditar mais no interior,se esquecemq ue o que vai com você para sempre não é a roupa que se usava, se tinha um carrão ou um fusquinha... Se era gordo ou tinha formas perfeitas... Na hora do veredito, o  que vai é o que você menos dava valor em você e nas outras pessoas.
  Afinal caro leitor, viver ultrapassa qualquer entendimento, já dizia Clarice Lispector, e não há nada melhor do que levar contigo oq ue realmente valeu a pena.
 

Bárbara Sodré
 

Letícia

Para Letícia a vida nãos e resume apenas em se divertir, estudar pode levar alguém ao sucesso, e é por causa das dificuldades que sua mãe encontrou por não ter estudado, que Letícia sabe valorizar o que tem.
    Muito amiga de aninha(principalmente), Letícia gosta de inventar o novo e as vezes chega a ser um pouco pessimista em relação às coisas. Mas, não há ninguém que seja melhor do que ela em português e matemática.

Milena

Milena sonha ser atriz e não se importa com o dinheiro. Tem uma ótima expressão, e adora chorar interpretanto, afinal é com essa técnica que Milena consegue convercer sua mãe das loucuras de seus amigos.
    Prima de Bianca, divide suas horas e maior parte do tempo com a prima.
  Milena integra Os eternos e já viveu muito com os amigos.Mais racional e distante dos namoros, ao contrário de Bianca, Milena sente um certo receio pelo mundo dos meninos, mas com certeza se encantará por algum deles.
 Nas próximas edições haverá muito a conhecer sobre Milena  e os outros....

Gabriel

Gabriel, assim como seu amigo Rodrigo, é muito sorridente. Cheio de ideias, o pequeno que sempre usa cabelos cortados e um boné, quer ser um grande fisico, cientista, engenheiro... São tantas opções para o pequeno inventor que, concerta de tudo, e cria melhor...
   Apaixonado por Bianca, ele nem imagina que o amor entre os dois possa ser recíproco. Cavalheiro e educado, Gabriel é, assim como o resto da turma, muito importante para a formação de amizade entre os seis.
  Sempre disposto a ajudar, Gabriel encanta ao seu redor.

Rodrigo

Rodrigo é um loirinho cativante e que sonha ser  um fotógrafo de sucesso.  Tira foto de tudo e de todos e é capaz de montar lindos projetos com suas fotografias.
   Rodrigogosta muito de aninha e sempre a apoia no fim das contas.
  Responsável, irreverente e sorridente. Rodrigo é uma pessoa que, com certeza, terá muito sucesso na vida.