Entendendo nosso mundo de estações

Era aquele o meu mundo... Eu sabia desde que acordei dos meus sonhos. Eu senti. Quando vieram os problemas e angustias, eu dormi, e enquanto sonhava, estava no inverno. Era frio e eu parecia ter medo e não ter proteção; eram ventanias levando consigo as folhas de meus sonhos.

Depois, eu dormi novamente. No outono, eu estava em busca de sonhos, recomeçando um novo ciclo, deixando para trás o que se foi e nascendo com as manhãs. Era outono! As folhas caíam, as flores estavam em pleno processo de crescimento, e era eu que junto a elas crescia, também.

Dormindo novamente, eu senti que estava tudo diferente naquele mundo: as flores eram vivas e cheirosas e toda brisa se espalhava como uma criança correndo entre as colinas. Vinha aquela chuva fina entre os raios de sol e as árvores tinham suas folhas novamente. E eu, dentro de mim, acreditava novamente na vida, havia vencido os problemas, tinha ido em busca de sonhos e em mim também era primavera. Era tudo tão lindo, e as flores estavam por toda parte, o sol brilhava entre tantas elas, e logo uma brisa soprava e tinha perfume de primavera, de sol tocando no mar, de água fresca no vale, e isso era porque eu estava em um novo amor, em novas amizades e sonhos... Era verão!















E sempre será assim dentro de mim. Foi isso o que aprendi. Nossa vida é um sonho, dentro dele dormimos para mais tarde acordar. E dentro de nós há quatro estações que estão intensamente ativas dentro de nossa alma, e o que importa é aprendermos que depois do inverno ainda existe um verão. Que cada estação da natureza tem sua função com o ambiente, e cada estação dentro de nós tem sua função com nossa alma.

Grandes vitórias necessitam de grandiosas batalhas.

Um mundo de estações.














Bem - Vindo, welcome, bienvenida, willkommen, accueil, Добро пожаловать e benvenuto!!

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Bárbara Sodré





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quarta-feira, 28 de abril de 2010

Triste

 É estranho pensar na partida. É inútil tentar encontrar razão, é como tentar encontrar vida em outra planeta: ninguém sabe, ninguém nunca pôde ver e saber, não sabemos como é e se realmente é. É estranho pensar que você não existe mais, e isso dói, dói muito. Por mais que eu tenha sorrido e cantado ultimamente, é pra ver se você me escuta. É pra ver se continuo a mesma. Mas ainda é cedo, e o que você pensa? Ainda pensa?  Eu tenho tentado me distrair, tenho dado gargalhadas com amigos, tenho cantado, brincado e tenho sorrido. Mas, as vezes, a distração não é forte o suficiente para cessar minhas lembranças, para interromper a lágrima cai, nessas horas, meu coração esvazia e penso só em você. Será que ainda existe? Seria muito injusto se a vida acabasse assim. Do nada! Tem que ter um outro lado, uma razão... Se não, tudo o que vivemos, as pessoas que amamos, os princípios aos quais valorizamos, não teriam sentido, não faria noção alguma, sentido algum, razão nenhum.
  Por que as pessoas têm que ir quando seria bom ficar?  Precisaria ver o mar... Para esquecer.
Sinto tanto pela realidade as vezes. Poderia ser menos complicado. É triste saber que um dia somos separados das pessoas que realmente importam, não sabemos para onde vão e um dia iremos também. Ah, que sensação indescritivel, que vazio que vem, junto a um silêncio absurdo e incômodo.
  Que impotência tamanha. É horrível pensar, terei que sempre me lembrar, lágrima teimosa, que teima cair.

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