Entendendo nosso mundo de estações

Era aquele o meu mundo... Eu sabia desde que acordei dos meus sonhos. Eu senti. Quando vieram os problemas e angustias, eu dormi, e enquanto sonhava, estava no inverno. Era frio e eu parecia ter medo e não ter proteção; eram ventanias levando consigo as folhas de meus sonhos.

Depois, eu dormi novamente. No outono, eu estava em busca de sonhos, recomeçando um novo ciclo, deixando para trás o que se foi e nascendo com as manhãs. Era outono! As folhas caíam, as flores estavam em pleno processo de crescimento, e era eu que junto a elas crescia, também.

Dormindo novamente, eu senti que estava tudo diferente naquele mundo: as flores eram vivas e cheirosas e toda brisa se espalhava como uma criança correndo entre as colinas. Vinha aquela chuva fina entre os raios de sol e as árvores tinham suas folhas novamente. E eu, dentro de mim, acreditava novamente na vida, havia vencido os problemas, tinha ido em busca de sonhos e em mim também era primavera. Era tudo tão lindo, e as flores estavam por toda parte, o sol brilhava entre tantas elas, e logo uma brisa soprava e tinha perfume de primavera, de sol tocando no mar, de água fresca no vale, e isso era porque eu estava em um novo amor, em novas amizades e sonhos... Era verão!















E sempre será assim dentro de mim. Foi isso o que aprendi. Nossa vida é um sonho, dentro dele dormimos para mais tarde acordar. E dentro de nós há quatro estações que estão intensamente ativas dentro de nossa alma, e o que importa é aprendermos que depois do inverno ainda existe um verão. Que cada estação da natureza tem sua função com o ambiente, e cada estação dentro de nós tem sua função com nossa alma.

Grandes vitórias necessitam de grandiosas batalhas.

Um mundo de estações.














Bem - Vindo, welcome, bienvenida, willkommen, accueil, Добро пожаловать e benvenuto!!

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Bárbara Sodré





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quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Morre

Morreu em mim, morreu.
Morreu em mim uma esperança, morreu,
Nem adulto nem criança,
morreu em mim uma canção

E sempre morre em mim um verso, depois uma estrofe, estou a espera da canção inteira.

Morre em mim uma esperança, morre em mim uma canção, antes disso vem estrofe morre em mim um coração.

Morre em mim um sorriso, talvez morra um olhar, morre em mim um dia lindo e o que eu pretendia vivenciar.


Pra quê esperar tanto se não há nada a esperar?
Se minha esperança encerra aqui, encerra também uma canção
A canção que eu compus enquanto esperava em vão

Morre! Aqui dentro um olhar, daqui a pouco é dia novo e o sol volta a brilhar
E em mim continua morto o que tinha pra contar, morreu em mim a esperança
nem pretendo enterrar, vai solta junto ao vento pra mais tarde retornar.

Bárbara Sodré

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