
Serão mais trezentos e sessenta e cinco chances, oportunidades e páginas onde serão minhas, e serei livre para escreve-las.
Será cada manhã um recomeço, e não me importo em envelhecer.
Não me importarei em ter vinte, vinte e cinco, trinta, trinta e oito, quarenta e um, quarenta e cinco, cinqüenta e cinco ou cem anos.
Vou gostar de saber coisas novas, de ter escrito minha própria história, terei menos tempo, porém, terei mais certezas.
Vou ter longas histórias, vontade ser jovem por faro novamente...
Mas o mundo não vai muito bem, e ficarei feliz de viver uns cem.
Agradeço por uma nova chance, lamento a saudade...
Ao atingir a velhice estarei cansada, um casco por fora (talvez) e por dentro...
Aquela criança (que não aparenta saber nada da vida com sua ingenuidade), mas aparentarei uma velha que sabe tudo da vida, porque mesmo velha ainda sorrirei.
E assim como uma criança terei a certeza de que ainda há o que aprender.
Bárbara Sodré
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