Entendendo nosso mundo de estações

Era aquele o meu mundo... Eu sabia desde que acordei dos meus sonhos. Eu senti. Quando vieram os problemas e angustias, eu dormi, e enquanto sonhava, estava no inverno. Era frio e eu parecia ter medo e não ter proteção; eram ventanias levando consigo as folhas de meus sonhos.

Depois, eu dormi novamente. No outono, eu estava em busca de sonhos, recomeçando um novo ciclo, deixando para trás o que se foi e nascendo com as manhãs. Era outono! As folhas caíam, as flores estavam em pleno processo de crescimento, e era eu que junto a elas crescia, também.

Dormindo novamente, eu senti que estava tudo diferente naquele mundo: as flores eram vivas e cheirosas e toda brisa se espalhava como uma criança correndo entre as colinas. Vinha aquela chuva fina entre os raios de sol e as árvores tinham suas folhas novamente. E eu, dentro de mim, acreditava novamente na vida, havia vencido os problemas, tinha ido em busca de sonhos e em mim também era primavera. Era tudo tão lindo, e as flores estavam por toda parte, o sol brilhava entre tantas elas, e logo uma brisa soprava e tinha perfume de primavera, de sol tocando no mar, de água fresca no vale, e isso era porque eu estava em um novo amor, em novas amizades e sonhos... Era verão!















E sempre será assim dentro de mim. Foi isso o que aprendi. Nossa vida é um sonho, dentro dele dormimos para mais tarde acordar. E dentro de nós há quatro estações que estão intensamente ativas dentro de nossa alma, e o que importa é aprendermos que depois do inverno ainda existe um verão. Que cada estação da natureza tem sua função com o ambiente, e cada estação dentro de nós tem sua função com nossa alma.

Grandes vitórias necessitam de grandiosas batalhas.

Um mundo de estações.














Bem - Vindo, welcome, bienvenida, willkommen, accueil, Добро пожаловать e benvenuto!!

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Bárbara Sodré





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quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Sorrirei

Mais um ano se passou e daqui a pouco ficarei mais velha,
Serão mais trezentos e sessenta e cinco chances, oportunidades e páginas onde serão minhas, e serei livre para escreve-las.
Será cada manhã um recomeço, e não me importo em envelhecer.
 Não me importarei em ter vinte, vinte e cinco, trinta, trinta e oito, quarenta e um, quarenta e cinco, cinqüenta  e cinco ou cem anos.
 Vou gostar de saber coisas novas, de ter escrito minha própria história, terei menos tempo, porém, terei mais certezas.
 Vou ter longas histórias, vontade ser jovem por faro novamente...
   Mas o mundo não vai muito bem, e ficarei feliz de viver uns cem.
 Agradeço por uma nova chance, lamento a saudade...
Ao atingir a velhice estarei cansada, um casco por fora (talvez) e por dentro...
Aquela criança (que não aparenta saber nada da vida com sua ingenuidade), mas aparentarei uma velha que sabe tudo da vida, porque mesmo velha ainda sorrirei.
 E assim como uma criança terei a certeza de que ainda há o que aprender.
 
 Bárbara Sodré

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