Entendendo nosso mundo de estações

Era aquele o meu mundo... Eu sabia desde que acordei dos meus sonhos. Eu senti. Quando vieram os problemas e angustias, eu dormi, e enquanto sonhava, estava no inverno. Era frio e eu parecia ter medo e não ter proteção; eram ventanias levando consigo as folhas de meus sonhos.

Depois, eu dormi novamente. No outono, eu estava em busca de sonhos, recomeçando um novo ciclo, deixando para trás o que se foi e nascendo com as manhãs. Era outono! As folhas caíam, as flores estavam em pleno processo de crescimento, e era eu que junto a elas crescia, também.

Dormindo novamente, eu senti que estava tudo diferente naquele mundo: as flores eram vivas e cheirosas e toda brisa se espalhava como uma criança correndo entre as colinas. Vinha aquela chuva fina entre os raios de sol e as árvores tinham suas folhas novamente. E eu, dentro de mim, acreditava novamente na vida, havia vencido os problemas, tinha ido em busca de sonhos e em mim também era primavera. Era tudo tão lindo, e as flores estavam por toda parte, o sol brilhava entre tantas elas, e logo uma brisa soprava e tinha perfume de primavera, de sol tocando no mar, de água fresca no vale, e isso era porque eu estava em um novo amor, em novas amizades e sonhos... Era verão!















E sempre será assim dentro de mim. Foi isso o que aprendi. Nossa vida é um sonho, dentro dele dormimos para mais tarde acordar. E dentro de nós há quatro estações que estão intensamente ativas dentro de nossa alma, e o que importa é aprendermos que depois do inverno ainda existe um verão. Que cada estação da natureza tem sua função com o ambiente, e cada estação dentro de nós tem sua função com nossa alma.

Grandes vitórias necessitam de grandiosas batalhas.

Um mundo de estações.














Bem - Vindo, welcome, bienvenida, willkommen, accueil, Добро пожаловать e benvenuto!!

.

Bárbara Sodré





Powered By Blogger

sábado, 30 de janeiro de 2010

NADA POR ACASO - post 1

Era uma vez... Na cidade de L' Aquila, na Itália, que no exato instante de doze de fevereiro de 1935, que Elzi, e seu esposo Francisco, italianos natos, e tradicionais estão em casa, na pequena vila de Santa Pietra, numa pequena casa humilde. Francisco, um carpinteiro dedicado, esta fazendo uma nova escrivaninha, Elzi faz o almoço, e diz ao marido o que sempre diz desde que engravidou:
- É bem que eu poderia estar agora sem essa enorme barriga. Quando poderia imaginar um filho? Só podia ser por acaso mesmo!
Elzi dizia isso pois nem ela nem o marido previam esta criança, num descuido que tiveram, por um simples acaso a criança. Os dois não são casados na igreja nem no papel, apenas moram juntos, há exatamente 8 meses, apenas estão juntos pela criança, mas as brigas são constantes.
Grávida de 8 meses, Elzi sente forte dores, nas costas(contrações), uma dor forte que parecia ondas vindo por trás, só que muito forte.
Francisco é rápido, e deita a mulher na cama, e dizia:
- Tudo ficará bem Elzi! A parteira já vem... - Francisco foi até a casa da vizinha Dona Marieta Escuparello, uma parteira muito conhecida naquela pequena vila italiana, mulher brava, de fibra e nenhum filho, e sempre trazendo ao mundo filhos dos outros. Pede lençóis, uma bacia, água, e começa o trabalho de parto. Francisco segura a mão da mulher, que esta suada, escorrendo suor por todo corpo, fazendo força, uma dor insuportável, criança prematura viria a ela, e Elzi corria um perigo de vida que Dona Marieta avisou.
A mãe, mesmo sabendo que o filho que espera foi gerado por um acaso, e estando há 8 meses morando com Francisco, há 1 ano de namoro com ele, menina humilde, que saiu de casa cedo... Já ama seu filho, e diz ao companheiro:
- Não quero morrer Francisco, não quero que esta criança morra. - Francisco apertou forte sua mão e lhe disse:
- Fique tranqüila querida, tudo sairá bem.

Nenhum comentário:

Postar um comentário