Entendendo nosso mundo de estações

Era aquele o meu mundo... Eu sabia desde que acordei dos meus sonhos. Eu senti. Quando vieram os problemas e angustias, eu dormi, e enquanto sonhava, estava no inverno. Era frio e eu parecia ter medo e não ter proteção; eram ventanias levando consigo as folhas de meus sonhos.

Depois, eu dormi novamente. No outono, eu estava em busca de sonhos, recomeçando um novo ciclo, deixando para trás o que se foi e nascendo com as manhãs. Era outono! As folhas caíam, as flores estavam em pleno processo de crescimento, e era eu que junto a elas crescia, também.

Dormindo novamente, eu senti que estava tudo diferente naquele mundo: as flores eram vivas e cheirosas e toda brisa se espalhava como uma criança correndo entre as colinas. Vinha aquela chuva fina entre os raios de sol e as árvores tinham suas folhas novamente. E eu, dentro de mim, acreditava novamente na vida, havia vencido os problemas, tinha ido em busca de sonhos e em mim também era primavera. Era tudo tão lindo, e as flores estavam por toda parte, o sol brilhava entre tantas elas, e logo uma brisa soprava e tinha perfume de primavera, de sol tocando no mar, de água fresca no vale, e isso era porque eu estava em um novo amor, em novas amizades e sonhos... Era verão!















E sempre será assim dentro de mim. Foi isso o que aprendi. Nossa vida é um sonho, dentro dele dormimos para mais tarde acordar. E dentro de nós há quatro estações que estão intensamente ativas dentro de nossa alma, e o que importa é aprendermos que depois do inverno ainda existe um verão. Que cada estação da natureza tem sua função com o ambiente, e cada estação dentro de nós tem sua função com nossa alma.

Grandes vitórias necessitam de grandiosas batalhas.

Um mundo de estações.














Bem - Vindo, welcome, bienvenida, willkommen, accueil, Добро пожаловать e benvenuto!!

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Bárbara Sodré





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quinta-feira, 3 de junho de 2010

Bilhetes e caras feias

- Como assim não quer ir Chris?
- É, boa pergunta Terê. Por que não quer ir Chris?
A menina pensou um pouco antes de responder, mexeu seus dedos impacientes pela mesa e disse:
- Não sou fã dos “Peace”, e nem é por isso. Vai ter muita gente lá, prefiro ficar em casa fazendo o trabalho de história.
- Mas o trabalho de história nem foi passado. – alegou Jennie.
- É, eu sei. Mas o professor John disse que vai estar muito trabalhoso.
- Falando nisso, quero fazer o trabalho com vocês meninas. – disse terê ás amigas.
- Eu ouvi uns boatos de que vai ser o John que vai escolher.
- Quero só ver no que isso vai dar.

O sinal tocou, e as meninas levantaram-se e foram direto para a sala de aula. Foram as primeiras a entrar. A próxima aula era de matemática, a professora chamava-se Mary.
Mary era a professora mais querida pelos alunos. Tinha um carisma que encantava seus aprendizes, ela não era a professora mais irreverente, esse cargo ficava com John; Mary era uma pessoa que simplesmente encantava e causava inveja em Dóri. Dóri tinha um bom coração, apenas não demonstrava isso, ela ficava muito revoltada quando via o carinho dos alunos por Mary e mal percebia que os alunos não escolhiam “o melhor”, eles apenas eram bacana com quem se abria com eles. Dóri nunca soube fazer isso, fechada e fria. Mas, bem... Todos têm seus motivos, e Dóri tinha os dela.
Dentro da sala de aula, Charles e Peter trocavam bilhetes.
“ E ai, vai me ajudar com a garota Chris?”
“ Preciso pensar. Não quero brincar com os sentimentos de ninguém. Porém você sabe que faço tudo por sua irmã. Minha belinha.”
Depois disso, Charles olhou bravo para o amigo e escreveu:
“ Pare com isso! Ou nunca mais será meu amigo ou farei algum tipo de negociação com você. Topa ou não?”
“ Desculpe ai cara. Mas acho que não. Posso te ajudar a se aproximar, mas nunca, nunca vou ter nada com aquela garota”
Os bilhetes limitaram-se a isso, Charles leu, fez sinal positivo com a cabeça e começou a prestar atenção no professor e em Chris. Se bem que, ele mais olhava para a garota do que para qualquer outro lugar. Peter percebeu, pegou um papel e jogo em Chris que se sentava na terceira carteira da segunda fileira depois da fileira de Charles, que se sentava mais ao fundo. A garoto disse baixinho: “ Au!” , Jennie sentava do lado da amiga e perguntou quem tinha sido.
- Não sei. – a garota respondeu, e olhou para todos os lados a procura de algum suspeito, Peter a olhou fixamente e a garota concluiu:
- Foi Peter, Jennie.
- Conta outra Chris. Pode ter sido qualquer engraçadinho.
- O que foi meninas? – perguntou Tereza que se sentava atrás de Chris e estava muito concentrada na leitura do livro que o professor fazia com os alunos.
- Chris pensa que Peter... Jogou um papel nela de propósito.
- Sério? Que bobagem. Acho melhor vocês esquecerem isso e prestarem atenção na leitura, isso é importante e está muito interessante.
- Extraordinário! É muito raro ouvir a terê elogiando uma matéria.
Elas silenciaram e voltaram à atenção à aula, menos Chris. Quando a garota olhou para Peter ele a olhava e se assustou com seu semblante bravo. Então apontou para o bilhete no chão e disse sussurrando à ela: “ Abra e leia”.
Chris demorou em entender o que ele queria dizer, quando finalmente entendeu feze abriu o bilhete que estava amassado. Lá dizia: “ Preste mais atenção no Charles. Ele pode te surpreender” A garota o olhou sem entender nada e ele simplesmente deu com os ombros, sorrindo e voltou à leitura da aula.

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