Entendendo nosso mundo de estações

Era aquele o meu mundo... Eu sabia desde que acordei dos meus sonhos. Eu senti. Quando vieram os problemas e angustias, eu dormi, e enquanto sonhava, estava no inverno. Era frio e eu parecia ter medo e não ter proteção; eram ventanias levando consigo as folhas de meus sonhos.

Depois, eu dormi novamente. No outono, eu estava em busca de sonhos, recomeçando um novo ciclo, deixando para trás o que se foi e nascendo com as manhãs. Era outono! As folhas caíam, as flores estavam em pleno processo de crescimento, e era eu que junto a elas crescia, também.

Dormindo novamente, eu senti que estava tudo diferente naquele mundo: as flores eram vivas e cheirosas e toda brisa se espalhava como uma criança correndo entre as colinas. Vinha aquela chuva fina entre os raios de sol e as árvores tinham suas folhas novamente. E eu, dentro de mim, acreditava novamente na vida, havia vencido os problemas, tinha ido em busca de sonhos e em mim também era primavera. Era tudo tão lindo, e as flores estavam por toda parte, o sol brilhava entre tantas elas, e logo uma brisa soprava e tinha perfume de primavera, de sol tocando no mar, de água fresca no vale, e isso era porque eu estava em um novo amor, em novas amizades e sonhos... Era verão!















E sempre será assim dentro de mim. Foi isso o que aprendi. Nossa vida é um sonho, dentro dele dormimos para mais tarde acordar. E dentro de nós há quatro estações que estão intensamente ativas dentro de nossa alma, e o que importa é aprendermos que depois do inverno ainda existe um verão. Que cada estação da natureza tem sua função com o ambiente, e cada estação dentro de nós tem sua função com nossa alma.

Grandes vitórias necessitam de grandiosas batalhas.

Um mundo de estações.














Bem - Vindo, welcome, bienvenida, willkommen, accueil, Добро пожаловать e benvenuto!!

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Bárbara Sodré





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sexta-feira, 25 de junho de 2010

Uma visita inesperada

Ao chegar em casa,  Chris estava cansada. Logo na entrada da grande casa em que a garota morava havia três grandes malas. A menina estranhou, afinal ninguém tinha avisado sobre visitas nem sobre novas viagens.
   - Julie! - chamou a garota pela tão querida governanta.
   - Sim minha querida. - gritou a governanta da cozinha, e continuou - Estou aqui na cozinha. Venha!
   Passando pela sala de estar, com dois sofás verdes bem grandes e uma lareira, depois pela copa com uma grande mesa e alguns porta-retratos de família e finalmente chegando à porta que chegava à cozinha. Julie sorriu ao ver Chris enquanto recheava seu famoso bolo de chocolate.
  - Que delícia. Temos bolo de chocolate hoje!
  - É sim. Deixei a tijela com um pouco de chocolate para você. Está na geladeira.
   Chris sorriu e lhe deu um beijo e um abraço.
   - Ah! O que seria dessa casa sem Julie? - e as duas riram.
  Rodeando a cozinha, como se estivesse pensando em algo Chris disse:
  - Julie, de  quem são aquelas malas  na entrada da sala-de-estar?
  Julie a olhou assustada,como se precisasse pensar no que responder.
   - Oh não! As malas... - Julie lamentou.
  - O que tem " as malas"? - perguntou Chris imitando o tom de oz da governanta ao dizer: " As malas!"
  - Oh, não minha querida... Acho melhor você ir lá em cima. Tem uma surpresa para você.
  - Surpresa? Minha mãe chegou mais cedo Julie? É, heim? - a garota tinha lágrimas de alegria nos olhos.
  - Não, não Chris! Por favor, não se precipite. Suba e veja sua surpresa.
    Chris passou pela copa, pela sala de estar e subiu as escadas em uma velocidade mágica. Abriu a porta do quarto da mãe e não havia ninguém, procurou por todas os lados e não havia ninguém, nos banheiros nem nos quartos. Já desanimada, chegando ao seu quarto de cabeça baixa, levou uma surpresa. Havia alguém sentado na sua cama de costas, olhando  a vizinhança pela janela.
   -Oh meu Deus? É você? - Chris perguntou emocionada à pessoa.
 A velha senhora sentada na cama, era muito elegante e sua elegância era uma arte de se ver. Andie Mengallye Shavia Tandy estava lá, vindo direto da Australia. A senhora virou sorridente e abriu os braços pedindo um abraço.
   - Vovó!! Que saudade!!
  Avó e neta se abraçaram. Chris nunca iria imaginar que sua avó estaria lá. Ela amava a avó de uma forma muito grande. Não a via há dois anos. Desde quando seu avô se separou de Andie e ela precisou descansar um pouco.
   - Olá meu anjo! Que saudade digo eu. Mas, agora eu vim aqui e vamos ficar juntinhas durante muito tempo.
   - Que maravilha! Não consigo dizer mais nada.
 No mesmo instante, Julie apareceu na porta e disse rindo:
  - Dona Andie. Esqueci de tirar as malas da entrada. Mas, vejo que a surpresa já foi revelada.
  - Não se precoupe. - disse Andie, rindo também. - Hoje Julie, sou eu quem vai cuidar de minha netinha linda. Hoje, amanhã  e depois, depois e depois...
   - Eu imagino! - Disse Julie. Enquanto isso Chris sorria no colo confortável da avó.
  - A janta sai em uma hora. - Julie anunciou e saiu.
  - Obrigada Julie. Estaremos lá. - confirmou a  garota. Em seguida, levantou do colo da avó e lhe disse:
  - Que bom que a senhora está aqui.
  - Pois é... Também acho. Queria ver sua mãe também. Não sabia que ela havia viajado. Mas, por outro lado isso foi muito bom, porque nós temos muito o que conversar dona mocinha.  - Chris ficou olhando para o chão pensativa, refletindo sobre o que Andie acabava de lhe dizer.
  - Também acho vovó. Tenho precisado de você; precisamos conversar. Mas, o que exatamente gostaria de falar comigo? 
  Andie olhou pensativa também. As duas se pareciam muito e por isso se davam tão bem.
  - Preciso tirar essa roupa. Coloque uma calça mais solta e uma camiseta. Hoje, é só diversão. E tome um banho. Farei o mesmo.
 E Chris respondeu:
  - Tudo bem...

CONTINUA....

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