Entendendo nosso mundo de estações

Era aquele o meu mundo... Eu sabia desde que acordei dos meus sonhos. Eu senti. Quando vieram os problemas e angustias, eu dormi, e enquanto sonhava, estava no inverno. Era frio e eu parecia ter medo e não ter proteção; eram ventanias levando consigo as folhas de meus sonhos.

Depois, eu dormi novamente. No outono, eu estava em busca de sonhos, recomeçando um novo ciclo, deixando para trás o que se foi e nascendo com as manhãs. Era outono! As folhas caíam, as flores estavam em pleno processo de crescimento, e era eu que junto a elas crescia, também.

Dormindo novamente, eu senti que estava tudo diferente naquele mundo: as flores eram vivas e cheirosas e toda brisa se espalhava como uma criança correndo entre as colinas. Vinha aquela chuva fina entre os raios de sol e as árvores tinham suas folhas novamente. E eu, dentro de mim, acreditava novamente na vida, havia vencido os problemas, tinha ido em busca de sonhos e em mim também era primavera. Era tudo tão lindo, e as flores estavam por toda parte, o sol brilhava entre tantas elas, e logo uma brisa soprava e tinha perfume de primavera, de sol tocando no mar, de água fresca no vale, e isso era porque eu estava em um novo amor, em novas amizades e sonhos... Era verão!















E sempre será assim dentro de mim. Foi isso o que aprendi. Nossa vida é um sonho, dentro dele dormimos para mais tarde acordar. E dentro de nós há quatro estações que estão intensamente ativas dentro de nossa alma, e o que importa é aprendermos que depois do inverno ainda existe um verão. Que cada estação da natureza tem sua função com o ambiente, e cada estação dentro de nós tem sua função com nossa alma.

Grandes vitórias necessitam de grandiosas batalhas.

Um mundo de estações.














Bem - Vindo, welcome, bienvenida, willkommen, accueil, Добро пожаловать e benvenuto!!

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Bárbara Sodré





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sábado, 22 de maio de 2010

Mais de um mês

 Há trinta e cinco dias você se foi... Há quatro dias, fez exatamente um mês, nesse dia eu pude sentir sua presença tão forte e não somente eu senti...  Eu não sei por onde andas, mas sei que ainda vive. Também não sei onde vive, mas posso lhe dizer que depois de sua partida, a vida, as pessoas... Tudo. Tornou-se muitas vezes confuso, outras cruel e outras vezes não fazia sentido nenhum. Nada...
   Eu tento continuar a ser feliz, tão quão eu era antes e parece que estou conseguindo. Não me entreguei e não pretendo me entregar, serei eterna fugitiva. Pai, parece mentira que eu não vou poder mais te ver, parece mentira das mais cabeludas, e olha, eu detesto mentiras! Essa foi a pior mentira que já presenciei em toda minha vida, é verdade.
   Eu não sabia se escrevia, há quatro dias tive uma vontade imensa de escrever mas nada saia. Por quê? Porque era um sentimento tão vazio, tão oco e ao mesmo tempo com uma força tão intensa que eu era incapaz de mover um lápis, de teclar uma tecla para expressar o que eu sentia. Era indescrítivel, impossível de se expressar o que é vazio e ao mesmo tempo impactante. Será que ninguém me entende? Não ligo.
   Queria te ver novamente, conversar noite adentro sem nenhuma preocupação com o que é tempo. Apenas conversar, e muitas vezes calar, porém sentir que quem você estima está ali. Tento esquecer, até consigo, mas é impossível não lembrar. Desculpe. Fique em paz nãoq uero incomodar.
   Pai, por onde andastes? Estou tão preocupada com a sua ausência, não sei mais onde estás, isso dói muito em mim. Sinto sua falta, não imaginei que fosse assim. Não sei por onde tu andas nem com quem falas, mas sinto sua falta desde que partiu. Será que a vida é assim tão cruel? Não sei se andas por entre as nuvens mas estás dentro de mim. Porque eu sinto sua falta e nada vai tirar essa dor de mim senão sua presença. Porque eu sinto sua falta. Porque eu sinto sua falta, sangue do seu sangue. Jamais vou deixar de te amar pai. Sinto muito sua falta, e essa saudade é grande. Você não devia ter ido. Nãos ei o que deveria ter feito para deixar mais lembranças, mas em meu coraçãoa inda há esperança de um dia te reencontrar. Te ver de novo.
     Eu que já era tão incosntante, mal sei  quando estou alegre ou quando estou distante,disfarçando. Eu consigo me acalmar, todos os dias quando acordo sinto uma grande felicidade, os amigos ajudam muito, outros que nem amigos são me dão uma grande esperança. Detesto reclamar!  Eu sei, um dia. Algum dia. Não sei quando, mas virá. Você e quem mais tiver de voltar, voltará. Nesse dia, eu serei muito, muito grata.
 Adeus...
 

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