Entendendo nosso mundo de estações

Era aquele o meu mundo... Eu sabia desde que acordei dos meus sonhos. Eu senti. Quando vieram os problemas e angustias, eu dormi, e enquanto sonhava, estava no inverno. Era frio e eu parecia ter medo e não ter proteção; eram ventanias levando consigo as folhas de meus sonhos.

Depois, eu dormi novamente. No outono, eu estava em busca de sonhos, recomeçando um novo ciclo, deixando para trás o que se foi e nascendo com as manhãs. Era outono! As folhas caíam, as flores estavam em pleno processo de crescimento, e era eu que junto a elas crescia, também.

Dormindo novamente, eu senti que estava tudo diferente naquele mundo: as flores eram vivas e cheirosas e toda brisa se espalhava como uma criança correndo entre as colinas. Vinha aquela chuva fina entre os raios de sol e as árvores tinham suas folhas novamente. E eu, dentro de mim, acreditava novamente na vida, havia vencido os problemas, tinha ido em busca de sonhos e em mim também era primavera. Era tudo tão lindo, e as flores estavam por toda parte, o sol brilhava entre tantas elas, e logo uma brisa soprava e tinha perfume de primavera, de sol tocando no mar, de água fresca no vale, e isso era porque eu estava em um novo amor, em novas amizades e sonhos... Era verão!















E sempre será assim dentro de mim. Foi isso o que aprendi. Nossa vida é um sonho, dentro dele dormimos para mais tarde acordar. E dentro de nós há quatro estações que estão intensamente ativas dentro de nossa alma, e o que importa é aprendermos que depois do inverno ainda existe um verão. Que cada estação da natureza tem sua função com o ambiente, e cada estação dentro de nós tem sua função com nossa alma.

Grandes vitórias necessitam de grandiosas batalhas.

Um mundo de estações.














Bem - Vindo, welcome, bienvenida, willkommen, accueil, Добро пожаловать e benvenuto!!

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Bárbara Sodré





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sexta-feira, 14 de maio de 2010

O pavor pelo desconhecido

Temos, todos, medo do desconhecido. Fico a imaginar quando nascemos... Não fazíamos ideia de quem éramos, devíamos ter sentido muito medo. Mesmo assim fomos, e logo o desconhecido tornou-se fraco e conhecido. Passamos a nos conhecer mais ainda, e conforme nosso passado aumentava, novos desconhecidos surgiam. Simplesmente porque sempre que surge uma nova vitória, uma nova viagem ao conhecer do desconhecido e ao enfrentamento de nosso medo por ele, surge um novo e assustador desconhecido.
  Nascer foi fácil. É por isso que temos medo da morte, porque nos habituamos ao desconhecido viver e agora, fugir disso e partir para um desconhecido mais perigoso e amedrontador ainda, é como abrir a porta e cair num abismo. Onde acaba tudo isso? Lá fico eu e meu medo pelo desconhecido.
   É por isso que temos tanto medo, medo por aquilo que ainda não vimos, que não conhecemos suas reações e constâncias. Cada novo dia são mil novas possibilidades, mas viver... Com certeza nascer é o mais incrível! Éramos tão pequenos e inofensivos, tivemos tanta coragem. Somos vitoriosos logo ao nascer, viver o resto vai ser moleza!

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